Da Redação
Em 04/05/2010 às 17:19
Uma denúncia anônima levou fiscais da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedepp), em parceria com a Vigilância Sanitária, a lacrar na tarde desta terça-feira (4), por volta das 14h30, um estabelecimento que produzia misturas provenientes de bebidas alcoólicas e funcionava clandestinamente no Jardim Santa Helena, em Presidente Prudente. A Polícia Civil também doi acionada e investiga o caso.
O alambique operava irregularmente e não tinha alvará de funcionamento. De acordo com o responsável pelo Departamento de Fiscalização do Comércio e Feiras-Livres da Sedepp, Adriano Calixto Alves, cerca de 5 mil litros de aguardente, além de outros produtos que têm em sua composição o álcool, como a jurubeba, por exemplo, foram apreendidos no local.
O barracão onde a quantidade de bebida alcoólica era armazenada e manipulada irregularmente fica na Rua Santa Helena, nas proximidades da Avenida Manoel Goulart. O prédio, de acordo com Alves, “não apresenta condições nenhuma de armazenamento de produtos alcoólicos e altamente inflamáveis”, além do que funcionava sem alvará expedido pela Prefeitura e Vigilância Sanitária, e laudo do Corpo de Bombeiros.
O local, ainda de acordo com ele, abrigou na década de 80 uma fábrica de vinhos.
Responsável pela fiscalização, ele conta que a denúncia partiu de um morador vizinho que desconfiou do descarregamento dos produtos no local, que só ocorria no período noturno. “Ao saber que se tratavam de produtos alcoólicos, altamente inflamáveis, o denunciante nos trouxe a situação com medo de que o local viesse ocasionalmente a explodir e prejudicar, principalmente, as edificações vizinhas”, diz.
Ainda segundo Alves, ao chegarem no local os fiscais da Sedepp se depararam com dois funcionários que trabalhavam no estabelecimento. “Logo, acionamos a Vigilância Sanitária que também verificou que o alambique funcionava sem as devidas condições necessárias de segurança. Aliás, as condições em que se encontravam esses produtos era totalmente irregular”, completa.
Diante da situação, explica Alves, a Polícia Civil também precisou ser acionada, uma vez que foi constatado que no prédio também se fazia a mistura do álcool com outros produtos, o que é proibido por lei. Todos os tambores onde estavam acondicionadas as bebidas foram lacrados. A presença de um químico no local também chegou a ser solicitada para análise dos produtos apreendidos. Agora, os responsáveis pelo local, bem como os funcionários, deverão ser inquiridos pela Polícia Civil para prestar esclarecimentos. (Com assessoria de imprensa)
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