Da Redação
Em 28/05/2010 às 17:52
Ele iniciou-se com a produção manual de poucos exemplares, utilizando-se apenas de materiais como régua, cola, papel e tesouras. Hoje, com o auxílio de uma máquina que facilita o corte do papel, a produção aumentou e a clientela também. A procura pelos produtos passou a ser tão grande que agora é preciso agendar para que o cliente receba no dia desejado o seu pedido.
A comerciante Euvira Marta Andrade compra os produtos das crianças desde quando o projeto começou e procura sempre ajudar a entidade. "Compro sacolas de papel e caixinhas para presente porque sei que ao mesmo tempo que estou comprando embalagens para os produtos da minha loja, estou ajudando quem necessita. É importante valorizar o trabalho das crianças e as atividades que a entidade desenvolve”, diz.
Na produção das caixinhas de presentes, cerca de 30 alunos participam do projeto e trabalham diariamente para atender a demanda. De acordo com a professora Isabel Cristina Colla Gomes, por meio desse projeto os alunos da entidade podem praticar habilidades manuais. “Através da confecção dos produtos eles utilizam métodos que facilitam a produção, desenvolvem seu aprendizado e proporcionam uma interação com outras pessoas, pois, além das caixinhas também são produzidos cachepós e sacolas personalizadas que, depois de finalizadas, são entregues aos clientes pelos próprios alunos”, afirma.
Segundo Isabel, o projeto é importante porque possibilita que 50% da renda adquirida seja entregue aos alunos e os outros 50%, para os gastos com a produção. “Os estudantes podem ver que tudo que foi produzido por eles vai parar no comércio. É uma forma de elevar a auto estima e valorizar o trabalho feito por eles, além de externar os trabalhos produzidos na Apae, o que estimula a solidariedade. A população tem adquirido as caixinhas com a intenção de ajudar e, com isso, participa mais da realidade da instituição”, explica.
Valdomiro Pereira de Carvalho Júnior é um dos alunos que realizam a entrega no comércio de Venceslau. Seu trabalho está sendo reconhecido não só pelos professores, mas também pelo comércio e pela população de modo geral. Para ele, o trabalho realizado é de grande importância. “Mais do que montar as caixinhas é uma valorização e um crescimento na minha vida. Além de tudo no final do mês eu ganho um dinheirinho que uso para comprar o que eu quiser”, diz.
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