Paulo Fernandes
Em 17/04/2010 às 13:54
Marina Silva respondeu questões sobre sua pré-candidatura e também sobre a dos outros possíveis candidatos.
A chega dela ao aeroporto de Presidente Prudente estava programada para ocorrer às 8h30, iniciando a palestra às 9h15. Entretanto, por um problema no nervo ciático, ela teve de ser atendida num hospital de Três Lagoas (MS) e só desembarcou em Prudente por volta do meio-dia. O evento nas Faculdades Toledo começou sem sua presença.
Ao chegar no local e dar entrevista, num primeiro momento, ela revelou que, juntamente com a direção nacional do PV, fez o convite ao empresário Guilherme Leal, dono da Natura, para que fosse seu vice-presidente nas eleições deste ano. De acordo com ela, o empresário estuda a proposta. “O Guilherme está estudando o convite juntamente com sua família. A diferença nele é a honestidade. O que o PV quer é parceiro com qualidade que não se deixem influenciar pelo dinheiro.”
Em seguida, a senadora criticou a alteração no Código Florestal que está em votação na Câmara Federal. Marina Silva é contra a aprovação da proposta, que prevê a transferência de responsabilidade das florestas ao poder Legislativo. “O código serve para proteger as florestas e a bancada quer votar para que o código não cumpra seu papel. Cada Estado deve ter a responsabilidade de cuidar do seu meio ambiental”, afirma.
Marina Silva falou à imprensa sobre dados atuais da pesquisa Data-Folha indicando um crescimento de 8% para 11% de aceitabilidade para sua candidatura, deixando a pré-candidata do PV em terceiro lugar na pesquisa, abaixo de José Serra (PSDB) com 43% e Dilma Russef (PT) com 26%. Na ocasião, a senadora afirmou que o PV tem limitações, mas agora os candidatos estão “de igual para igual”.
“Este ano o PV decidiu ter sua própria candidatura e sabemos das limitações. Mas todos os outros candidatos estão se afastando de seus cargos políticos que chamam atenção. Vamos nos enfrentar de igual para igual. Sobre o resultado de aumento nas pesquisas, acredito que o PV tem um diferencial: a motivação. Por onde vou, sinto a vontade do povo em mudar a política do País e a prova disso é a presença de vocês aqui. Mesmo com meu atraso, que não foi previsível, a motivação de refletir sobre o nosso Brasil foi maior”, declarou.
Finalizando a coletiva de imprensa, Marina Silva falou sobre a questão fundiária. Ela enfatizou que é a favor dos movimentos que lutam pela reforma agrária. “Nosso País está atrasado nessa questão e apoio aqueles que lutam por esse ideal, pelos seus direitos. No entanto, uma luta consciente e não exagerada” pontuou.
Dez assentados da região acompanharam a palestra “Brasil Sustentável”, ministrada pela senadora, que começou após a entrevista. O encontro frisou os desafios do País sobre o tema e as lutas para a conquista de políticas sustentáveis. Na oportunidade, Marina dialogou com o público, estimado pela organização em cerca de 600 pessoas, que mesmo com atraso da senadora permaneceram em um número relevante. Ela respondeu questões sobre sua trajetória política e opiniões diversas sobre o tema em questão.
Agenda
Segundo informações de sua assessoria de imprensa, devido ao atraso, Marina Silva não fará sua agenda na região, que incluía visita ao Morro do Diabo,