José Artur Gonçalves
Em 23/01/2010 às 09:03
Com crescimento real de 2,22%, a arrecadação anual de tributos e contribuições federais e previdenciárias na região de Presidente Prudente ultrapassou a casa de R$ 1 bilhão em 2009. É a primeira vez que a região registra essa marca, sendo que a moeda Real foi criada em 1994.
No ano passado, a Receita Federal do Brasil arrecadou um total de R$ 1.018.629.674,94, enquanto que em 2008 foram recebidos R$ 957.158.021,93, uma variação positiva de 6,42%. No entanto, levando-se em conta a inflação do período (4,11% segundo o índice oficial do IBGE), um aumento real foi de 2,22%.
“É um dado expressivo, porque houve um crescimento real, ainda mais se lembrarmos que 2009 foi um ano de crise”, pontua o economista Álvaro Barboza.
As contribuições previdenciárias no ano passado corresponderam a R$ 555.907.145,68 e os tributos e contribuições federais, como Cofins e Imposto de Renda, amealharam R$ 462.722.529,26, totalizando mais de R$ 1 bi.
As receitas previdenciárias tiveram crescimento real de 3,5%. Caso não seja levada em conta a inflação, o aumento nominal seria de 7,75%, conforme a Delegacia da Receita Federal. Já as contribuições federais mantiveram-se estáveis, como aponta Álvaro Barboza. O crescimento real desses tributos foi de 0,72%. “Não é um crescimento significativo, mas também não é um decréscimo. Foi praticamente estável de um ano para o outro”, afirma.
O desempenho positivo das arrecadações da Previdência Social refletiria, segundo Barboza, o aumento do número de trabalhadores com carteira assinada. De acordo com o economista, isso pode acontecer tanto pelo aquecimento das contratações – verificado em setores como construção civil –, como pela formalização provocada por fiscalizações do Ministério do Trabalho e pela ação conjunta entre Receita e INSS.
Para o diretor regional da Federação das Indústrias no Estado de São Paulo (Fiesp), Pérsio Isaac, o aumento da arrecadação reflete uma elevação do “consumo e da produtividade”.
“Apesar de os exportadores enfrentarem dificuldades, o consumo interno nos tirou mais rapidamente da crise econômica atravessada em 2009”, avalia o empresário, indicando que essa recuperação incidiu no crescimento dos tributos federais pagos pelas indústrias e pelos setores de comércio e serviços.
|
VEJA AS CONTRIBUIÇÕES FEDERAIS E O SEU CRESCIMENTO EM 2009* |
||
|
Contrib. Financ. Seg. Social (Cofins) |
R$ 142.036.716 |
30,71% |
|
Imp.S/Renda P.Juridicas (IRPJ) |
R$ 82.266.355 |
17,78% |
|
Imp.S/Renda P.Fisicas (IRPF) |
R$ 60.490.419 |
13,08% |
|
Imp.Renda Retido Fonte (IRRF) |
R$ 55.546.284 |
12,01% |
|
Cont.Social S/Luc.Liquido (CSLL) |
R$ 46.532.128 |
10,06% |
|
Contribuicao para o PIS/PASEP |
R$ 45.043.840 |
9,74% |
|
Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) |
R$ 17.708.691 |
3,82% |
|
Imposto Territorial Rural (ITR) |
R$ 6.283.986 |
1,35% |
* Não incluídos dados previdenciários; Fonte: Receita Federal do Brasil