Segunda-feira 1 de maio de 2018 | Presidente Prudente/SP

Arrecadação de R$ 1 bi na região é maior desde início do Real

José Artur Gonçalves

Em 23/01/2010 às 09:03

Com crescimento real de 2,22%, a arrecadação anual de tributos e contribuições federais e previdenciárias na região de Presidente Prudente ultrapassou a casa de R$ 1 bilhão em 2009. É a primeira vez que a região registra essa marca, sendo que a moeda Real foi criada em 1994.

 

No ano passado, a Receita Federal do Brasil arrecadou um total de R$ 1.018.629.674,94, enquanto que em 2008 foram recebidos R$ 957.158.021,93, uma variação positiva de 6,42%. No entanto, levando-se em conta a inflação do período (4,11% segundo o índice oficial do IBGE), um aumento real foi de 2,22%.

 

“É um dado expressivo, porque houve um crescimento real, ainda mais se lembrarmos que 2009 foi um ano de crise”, pontua o economista Álvaro Barboza.

 

As contribuições previdenciárias no ano passado corresponderam a R$ 555.907.145,68 e os tributos e contribuições federais, como Cofins e Imposto de Renda, amealharam R$ 462.722.529,26, totalizando mais de R$ 1 bi.

 

As receitas previdenciárias tiveram crescimento real de 3,5%. Caso não seja levada em conta a inflação, o aumento nominal seria de 7,75%, conforme a Delegacia da Receita Federal. Já as contribuições federais mantiveram-se estáveis, como aponta Álvaro Barboza. O crescimento real desses tributos foi de 0,72%. “Não é um crescimento significativo, mas também não é um decréscimo. Foi praticamente estável de um ano para o outro”, afirma.

 

O desempenho positivo das arrecadações da Previdência Social refletiria, segundo Barboza, o aumento do número de trabalhadores com carteira assinada. De acordo com o economista, isso pode acontecer tanto pelo aquecimento das contratações – verificado em setores como construção civil –, como pela formalização provocada por fiscalizações do Ministério do Trabalho e pela ação conjunta entre Receita e INSS.

 

Para o diretor regional da Federação das Indústrias no Estado de São Paulo (Fiesp), Pérsio Isaac, o aumento da arrecadação reflete uma elevação do “consumo e da produtividade”.

 

“Apesar de os exportadores enfrentarem dificuldades, o consumo interno nos tirou mais rapidamente da crise econômica atravessada em 2009”, avalia o empresário, indicando que essa recuperação incidiu no crescimento dos tributos federais pagos pelas indústrias e pelos setores de comércio e serviços.

 

VEJA AS CONTRIBUIÇÕES FEDERAIS E O

SEU CRESCIMENTO EM 2009*

Contrib. Financ. Seg. Social (Cofins)                  

R$  142.036.716               

30,71%

 

Imp.S/Renda P.Juridicas (IRPJ)                               

R$  82.266.355               

17,78%

 

Imp.S/Renda P.Fisicas  (IRPF)                            

R$  60.490.419               

13,08%

 

Imp.Renda Retido Fonte (IRRF)                                 

R$  55.546.284               

12,01%

 

Cont.Social S/Luc.Liquido (CSLL)                       

R$  46.532.128               

10,06%

 

Contribuicao para o PIS/PASEP                        

R$  45.043.840                

9,74%

 

Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) 

R$  17.708.691                

3,82%

 

Imposto Territorial Rural (ITR)                        

R$  6.283.986                

1,35%

 

* Não incluídos dados previdenciários; Fonte: Receita Federal do Brasil

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