Eliseu Visconti*
Em 26/05/2010 às 12:55
A construção da cidadania passa pela administração de direitos proporcionais a cada grupo de cidadãos. Ao contrário do que se apregoa, a democracia não impõe direitos iguais, mas sim a convivência na base do respeito mútuo e na consciência de que somos todos ligados por deveres comuns.
Durante boa parte da história humana, os portadores de deficiência eram encarados como seres desprezíveis e descartáveis. A tolerância não era praticada e os deficientes eram tratados – muitos ainda o são – com pena, raiva ou impaciência. Tal atitude abrangia também qualquer tipo de minoria, fosse de origem racial, religiosa, cultural ou econômica.
À medida que a população crescia e se desenvolvia, alguns aspectos da cidadania afloraram, em particular o conceito de que devemos olhar para o próximo como parceiro, e não como adversário. Os tratamentos e a convivência com grupos minoritários de concidadãos começavam a ser postos em prática, não por bondade ou humanitarismo, mas por mera questão de sobrevivência. Franklin Roosevelt, presidente norte-americano por três vezes e um dos líderes aliados contra as forças do Eixo, era paralisado pela poliomielite, o que não o impediu de se tornar uma das mais proeminentes personalidades do século; poucos talvez imaginem se Stephen Hawking sobreviveria socialmente no século passado, e se tornaria um dos mais respeitados físicos do mundo, portador que é de moléstia progressiva e incurável, que só não impede o seu cérebro de funcionar.
A sociedade moderna desenvolveu tempo e recursos para lidar com a questão dos deficientes, e criou uma série de mecanismos, que vêm sendo aperfeiçoados e postos à disposição de todos.
No nosso Estado, o governador Serra criou uma Pasta específica, a Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência, que tem sob a sua orientação diversos programas, como a Rede de Reabilitação Lucy Montoro, o Desenho Universal, que proporcionará habitações especialmente adaptadas aos portadores de deficiências, e outras iniciativas, igualmente meritórias e oportunas.
O vereador Douglas Kato (PV) encontra-se profundamente engajado na política de proteção e conquista da cidadania dos deficientes, e portador dessa bandeira, já que ele mesmo apresenta limitações físicas, por conta de acidente de trânsito, foi eleito para a Câmara Municipal de Presidente Prudente, e exerce a sua função com muita dedicação e eficiência.
Kato é portador de convite à sociedade, para participar da Caravana da Inclusão, Acessibilidade e Cidadania, que percorrerá o Estado, divulgando as políticas e programas dedicados aos deficientes. Presidente Prudente será sede de oficina, das 9h às 13h do próximo dia 12 de junho, no Teatro Paulo Roberto Lisboa, do Centro Cultural Matarazzo. A programação é instigante e chamará a atenção de todos os que comparecerem.
*Eliseu Visconti é jornalista e escritor
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