Da Redação
Em 05/03/2010 às 13:58
O ator Vasco Valentino, natural de Osvaldo Cruz, que interpreta o personagem Amaro, dono da lanchonete na novela das seis da Rede Globo, “Cama de Gato”, revelou que quando terminar as gravações da novela tem o desejo de encenar o monólogo “Pobre de Rico” em Presidente Prudente.
O ator fez sucesso com esta peça em Bogotá na Colômbia, Adamantina e Osvaldo Cruz, mas devido sua mudança repentina para o Rio de Janeiro não teve oportunidade de trazê-la para os palcos prudentino.
“Adoro a região de Prudente, sempre quando posso estou por ai, meus pais moram em Osvaldo Cruz, assim que tenho uma folga corro pra lá, nessa região estão meus amigos e familiares, será um prazer encenar em casa”, afirmou.
Vasco Valentino é ator por profissão e jornalista por formação, estudou em Adamantina e teve como diretor de teatro na peça “Uma Rosa para Hitler”, Denílson Biguete a quem atribui grande parcela em seu desenvolvimento profissional.
“Nunca vou esquecer das dicas do Denílson, é um grande profissional o qual respeito muito”, relatou.
Além do teatro e da novela “Cama de Gato”, Valentino participou de comerciais de marcas famosas como: Banco Itaú, Renault, Especial de Fim de Ano da Rede Globo 2009.
Questionado quando viria atuar em Presidente Prudente o ator foi direto: “Tenha certeza que vontade não falta, conheci o prédio do Matarazzo quando era somente ruínas e fiquei sabendo que hoje é um Centro Cultural, um templo da arte, me emociona em saber o quanto a cidade acredita na cultura, vi nos jornais que Prudente agora tem um time na primeira divisão, são bons avanços. Vamos ver, assim que aparecer uma oportunidade, com certeza estarei ai, adoro estar onde valorizam o teatro”, concluiu.
Monólogo
Pobre de Rico é um monólogo que conta a história de Raimundo (Vasco Valentino), um vagabundo que vive em uma praça e procura emprego nos classificados dos jornais. Raimundo vê que está fora do mercado de trabalho, descobre que o tempo passou e ele está com 40 anos, sem profissão, sem experiência profissional, com antecedentes criminais, marginalizado e excluído da sociedade.
Uma comédia dramática, que aborda o poema de Mário Quintana “Se eu fosse um padre”, e de Carlos Drummond de Andrade “Poema das sete faces”, sendo que deste último vem o nome do personagem Raimundo Drummond. O monólogo leva a reflexão, sobre: política, religião e princípios morais.
“A peça não é um humor escrachado. Minha vontade não é fazer rir, embora o personagem chegue a ser cômico por suas desgraças e incertezas. Mas o principal motivo de tudo isso é fazer pensar através da dramaticidade. Essa foi à maneira que encontrei para cutucar a consciência da sociedade” diz o autor do roteiro Laércio Guidio.
A história que beira a tragédia tem como narrador/personagem Vasco Valentino Pigozzi Gregoratto, prêmio de melhor ator no Mapa Cultural Paulista 2005 com “Uma Rosa para Hitler” e no ano de 2006, no FESTP. (Laércio Guidio/AI)
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