Segunda-feira 1 de maio de 2018 | Presidente Prudente/SP

Aumento de ambulatórios de saúde mental é proposto em conferência

Da Redação

Em 15/04/2010 às 12:49

A ampliação no número de ambulatórios especializados em saúde mental. A formação de uma equipe de enfermagem psiquiátrica para se dedicar exclusivamente à demanda de doentes com o problema. A criação de mais leitos para dependentes químicos. Estas foram algumas das propostas elegidas na 1ª Conferência de Saúde Mental de Presidente Prudente, que terminou nessa quarta-feira (14).

Os temas, segundo a médica psiquiátrica e coordenadora do Programa de Saúde Mental da Secretaria de Saúde, Vânia Sato Ikuhara, serão agora levadas adiante e, consequentemente, debatidos nas etapas estadual (prevista para abril, em São Paulo) e nacional, que ocorre entre os dias 27 e 30 de junho, em Brasília.

“Em Prudente já existem dois ambulatórios, sendo que um funciona no Hospital Regional e o outro nas proximidades do Prudenshopping. Essas propostas levantadas visam melhorar o atendimento prestado nestes locais, de forma a integrar os serviços por eles prestados, resultando no crescimento e oferta de equipes especializadas para serviços secundários e ambulatoriais”, adianta Ikuhara.

Segundo ela, em dois de conferência, mais de 250 pessoas, entre usuários, trabalhadores, gestores, prestadores e seguimentos intersetoriais, médicos, professores, assistentes sociais e psicólogos, funcionários da área de saúde mental, equipes do Centro de Atenção Psicossocial (Caps), entre outros interessados, participaram do evento. Durante o debate entre os grupos de discussões, elas sugeriram propostas de melhorias que já são oferecidas no município, bem como tratamentos que não são oferecidos.

Entre outras propostas levantadas, destacam-se as seguintes: a criação de políticas e recursos para a implantação de serviços de atendimento da fase aguda hospitalar no tratamento da dependência química, e o trabalho com famílias e articulação para continuidade de tratamento dos egressos de internações psiquiátricas. “Às vezes a família do paciente que sai de uma internação fica desorientada. A ideia é oferecer um apoio e acompanhamento a essas famílias mesmo após esse período”, diz a médica psiquiátrica.

Aparecem ainda na lista das propostas eleitas, a implantação de Caps e residências terapêuticas previstos para a política de saúde pública; a implementação de equipes multiprofissionais de saúde mental em Unidades Básicas de Saúde (UBSs); a ampliação de educação para prevenção contra as drogas nas escolas; e a possibilidade de concurso e remuneração de acordo com a complexidade secundária dos serviços nos Caps. “A conferência foi maravilhosa. Só o fato de ter acontecido e ter tido a participação de muita gente nos traz uma certa confiança. Isso pode contribuir para que no futuro a gente venha a oferecer um serviço de mais qualidade na área da saúde mental”, encerra Ikuhara.

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