Paulo Fernandes
Em 18/05/2010 às 08:45
Com a obrigatoriedade das aulas noturnas para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) vigente desde esta segunda-feira (17), as autoescolas de Presidente Prudente ainda não sabem estimar um porcentual de aumento que haverá no valor da carta ou mesmo se ocorrerá um reajuste ao cliente. No entanto, a segurança é um dos pontos mais questionados por elas, já que as aulas deverão ir até as 23h.
A medida passou a ser obrigatória para futuros motoristas que deram entrada na CNH a partir dessa segunda-feira em todo o País, por meio de uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), determinando que 20% das aulas práticas de direção sejam feitas no período noturno, ou seja, quatro das 20 aulas mínimas exigidas.
Na noite dessa segunda uma reunião foi realizada, no Sest Senat, com os empresários do ramo para tirar as dúvidas pendentes.
Segundo o presidente da Associação dos Proprietários de Autoescolas de Prudente, Hilário Marcos Mariano Scandelai, ainda não há uma estimativa de aumento, pois a medida é recente.
“Não sabemos quanto será o custo para esse novo horário, em relação a funcionários e a despesas. Por isso, ainda não há como indicar um aumento. Deve ter algum sim, mas será insignificante”, diz Scandelai.
Alguns proprietários de autoescolas do município já estudam a melhor maneira para se adaptarem à mudança. Entretanto, o que é questionado por todos é a segurança dos instrutores.
“Não concordo com esta decisão. Na verdade, acho desnecessária. Até porque nas aulas o instrutor já dá noção de luz, farol, seta. Mas, se é lei, temos que cumprir. Ainda não sei o que eu vou fazer, mas provavelmente vou mudar o itinerário dos instrutores”, pontua Maria Ivonete de Oliveira Aguiar da Silva, diretora de ensino de uma autoescola em Prudente.
Outro proprietário, Antônio Carlos Teixeira Chaves, diz também ser contra a nova obrigatoriedade. “Não vejo necessidade, mas teremos que cumprir. Pela demanda que esperamos, vamos ter que contratar outro instrutor”, diz.
Carmem Elisabete Ferrosiole é dona de autoescola. Segundo ela, a preocupação é com os assaltos. “O instrutor precisa vir até a autoescola para abrir e fechar a aula com a digital do aluno, isso com certeza chama a atenção e é o que mais me preocupa. Por isso, penso também em remanejar os funcionários, mas vou ver como será o primeiro mês”, aponta ela, salientando que vai sugerir que um sistema digital seja implantado no Centro de Aprendizagem de Trânsito (Ceatran), para que todas as autoescolas possam passar a digital do aluno lá, sem retornar ao escritório.
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