Da Redação
Em 28/05/2010 às 15:12
Mauricio Amorozine, do Instituto para Desenvolvimento Sócio-Ambiental e Tecnológico Lotus – proprietário da patente – expôs para um público formado por prefeitos e representantes do Poder Executivo das cidades situadas no entorno de Presidente Venceslau, as vantagens da instalação e funcionamento de um modelo de usina que transforma o resíduo sólido resultante do processo de seleção dos recicláveis em substrato orgânico e até mesmo em óleo combustível.
“Em um tempo onde a preservação ambiental se faz cada vez mais necessária, proporcionar um meio de tratamento do lixo em que se possa a partir dele, transformar em novos produtos, é de extrema importância e nos desperta o interesse de participar de um projeto como esse, em conjunto com os municípios vizinhos”, comentou o prefeito venceslauense Ernane Erbella.
O projeto da BioUsina foi desenvolvido em 7 anos, possui tecnologia 100% nacional e está orçado em aproximadamente R$ 10 milhões. Seu objetivo prevê a diminuição do impacto social e ambiental provocado pelos resíduos urbanos. Uma usina piloto foi montada na cidade de Mauá, na Grande São Paulo. No local é possível observar todo o seu funcionamento, inclusive o do reator que consegue quebrar a molécula do lixo com a utilização do choque térmico.
“Ao final do processo há uma redução de 78% do volume e 66% do peso do lixo. De cada tonelada de lixo, sobra apenas 354 quilos de resíduos”, explica Amorozini, acrescentando que o custo de operação da usina sai em R$ 29,00 por cada tonelada processada.
“Do material que restou do processo é possível transformá-lo em Eco-Solo, usado na recuperação de áreas degradadas, recuperação de restinga e substrato. Alterando o processo de funcionamento da usina, é possível transformar os resíduos em óleo combustível”, informa o representante da Lótus. “É possível extrair 400 litros de óleo a partir de uma tonelada de lixo”, complementa.
(colaboração de Danilo Bomfim)
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