Paulo Fernandes
Em 27/04/2010 às 18:26
Vereadores de Presidente Prudente se reuniram com o presidente da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), Gesner de Oliveira, na tarde desta terça-feira (27) para apresentar sugestões a serem acrescentadas numa proposta da empresa à Prefeitura Municipal de Presidente Prudente para tentar renovar o contrato de prestação de serviço de sanemaento básico. Durante o encontro, que durou cerca de três horas, foi definida uma próxima reunião para o dia 5 de maio, em São Paulo.
O presidente da Sabesp veio a Prudente para atender um pedido da Câmara Municipal, que solicitou uma reunião para tratar dos assuntos da negociação para renovação do contrato.
“Estávamos bem perto de Presidente Prudente, realizando visitas periódicas de acompanhamento e decidimos vir aqui atender os vereadores. Seria melhor do que marcar a reunião em São Paulo”, citou Oliveira, salientando que também realizou uma visita rápida ao prefeito Milton Carlos de Mello (Tupã) para dar “permanência ao diálogo de negociação”.
“Fui muito bem recebido pelo prefeito. E já adianto que não viemos aqui para tratar de acordo, mas para deixar claro que a Sabesp tem grande vontade em permanecer prestando serviços em Prudente. Temos muito respeito por essa cidade”, afirmou o presidente da companhia.
Gesner de Oliveira ainda cita que a empresa está analisando se participará da licitação que op prefeito anunciou para os serviços de água e esgoto da cidade. “Há uma possibilidade de a Sabesp participar, mas ainda acredito nesse diálogo permanente que viemos reafirmar hoje novamente, daí nem será necessário licitação.”
Segundo o presidente da Casa, vereador Izaque Silva (PSDB), a motivação da Câmara com uma tentativa de abrir diálogo entre o Executivo e a Sabesp partiu da visita de uma comissão de funcionários da estatal à sessão do Legislativo na no último dia 19 de abril.
Silva também diz que essa foi uma oportunidade para que a Câmara Municipal ganhe "voz" no caso Sabesp. “Nunca tivemos abertura com a diretoria da Sabesp. E hoje pudemos colocar nossas sugestões. É muito importante este relacionamento, pois no final quem vota são os vereadores”, pontua.
O Legislativo de Prudente sugeriu que a companhia inclua na proposta à Prefeitura um aumento de 10% para 15% na tarifa social da cidade, além do investimento de R$ 10 milhões para a revitalização do Balneário da amizade, ao invés dos R$ 3 milhões oferecidos até então.
Outras duas sugestões são a volta do atendimento através do telefone 195 aos munícipes e também a criação de um acompanhamento social, para as pessoas de extrema necessidades e também desempregados.
“São sugestões que vemos como justa para a cidade. Queremos melhorar e não continuar da mesma forma”. diz o vereador.
Também esteve acompanhando a reunião o diretor de sistema regional da Sabesp, Umberto Semeghini. De acordo com ele, há grande expectativa da empresa renovar o contrato de concessão com Presidente Prudente.
“O que estamos vivendo aqui não é novidade. Vamos brigar até o final para a Sabesp ficar em Prudente. Temos a esperança de renovar o contrato. A proposta que temos na cidade é muito boa, em relação aos municípios do Estado”, afirma.
A reportagem do Portal procurou o prefeito Milton Carlos de Mello (Tupã), mas foi informada pela sua assessoria de imprensa que ele não falará sobre o assunto. O secretário municipal de Assuntos Jurídicos, Frederico Giovanini, também não foi localizado.
No próximo dia 5 de maio, às 17h, está marcada outra reunião, a ser realizada em São Paulo, na sede da Sabesp, com uma comissão de vereadores, para ser discutida a nova proposta que será apresentada ao Executivo prudentino.
Relembre
O contrato de concessão de Prudente à Sabesp, firmado em 1978, venceria em 29 de setembro de 2008, mas foi prorrogado por um ano pelo então prefeito Carlos Roberto Biancardi. Três dias antes de seu novo vencimento no ano passado, o prefeito Tupã o prorrogou por até seis meses. Este ano, após não se contentar com as tratativas até então realizadas com a empresa, o prefeito Tupã disse que não negociaria mais e anunciou que abriria licitação para concessão do serviço. Como a prorrogação de seis meses venceu em março e ainda não havia sido aberto processo licitatório, a administração municipal precisou estender o contrato por mais seis meses.