Paulo Fernandes
Em 15/03/2010 às 17:54
Conforme o vice-presidente do Legislativo prudentino, Clóvis de Lima (PR), o objetivo seria interceder junto aos parlamentares das cidades atendidas pelo NGA para que o governo não feche o ambulatório.
“Trabalhei 23 anos no NGA, sei do trabalho que ele faz aqui na cidade e para nossa região. Por isso que não pode ser fechado. Nosso objetivo é pedir ao governo do Estado para que não tome esta decisão”, afirma o vereador.
Segundo a militante do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Previdência no Estado de São Paulo (Sinsprev), Maria de Lourdes Café, atualmente o ambulatório atende por mês cerca de 10 mil pacientes, moradores das 45 cidades abrangidas pela Direção Regional de Saúde de Presidente Prudente (DRS XI), fornecendo todos os tipos de especialidades, como raio X, ultrassonografia, eletrocardiograma, distribuição de remédios de alto custo e uso diário, distribuição de bolsa de colostomia, entre outros.
De acordo com ela, o NGA corre o risco de ser fechado pelo governo estadual em decorrência da instalação do Ambulatório Médico de Especialidades (AME) no município, em anexo ao Hospital Regional (HR), cujas atividades já começaram em Prudente.
“O governador diz que o AME está realizando 10% dos serviços da saúde. Entretanto, há 40 anos que o NGA, antigo Iamspe [Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual] realiza 100% dos serviços da saúde em toda a nossa região, inclusive atendendo encaminhamentos de AMEs de outras cidades. Se realmente o ambulatório fechar, a população vai perder e muito” ressalta o representante do Sinsprev.
Para a sessão desta segunda-feira (15), será encaminhado para aprovação dos parlamentares uma solicitação da vereadora Bernadete Querubim (PSB), que propõe a realização, no próximo sábado (27), às 20h, de uma audiência pública com objetivo de discutir junto à população e lideranças políticas a importância do ambulatório para a saúde de Presidente Prudente e região. Consta também um requerimento de providência assinado por todos os vereadores da Casa pedindo apoio do governador e outras autoridades para continuidade do funcionamento do Núcleo de Gestão Assistencial.
“O NGA tem especialidades que o AME não terá, com uma qualidade instantânea que o ambulatório já tem. Isso quem perde diretamente é a população. Vamos procurar nos reunir na Câmara com prefeitos, vereadores e munícipes da região para tentar impedir a ação de fechar, caso houver”, salienta o vereador e vice-presidente do Legislativo, Clovis de Lima.
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