Segunda-feira 1 de maio de 2018 | Presidente Prudente/SP

Candidatos discordam que número de concorrentes atrapalha

Carlos Hideki

Em 16/07/2010 às 12:13

A maior parte dos candidatos domiciliados na região de Presidente Prudente discorda dos cientistas políticos ouvidos pelo Portal e não acredita que o número de concorrentes vai atrapalhar a eleição deles nas próximas eleições.

“É um número realmente alto. Sem dúvida é um problema sério. Todos eles correm o risco de ficar de fora”, afirmou o cientista político do Instituto de Ciências Políticas da Universidade de Brasília (Ipol/UNB), José Alvez Donizeth.

A reportagem tentou contato com 21 candidatos que estão na disputa para os cargos de deputado estadual e federal na região e nem todos foram encontrados. Dos 16 consultados, 12 disseram que o número de concorrentes regionais não influencia, destacando a perda de votos para os chamados “paraquedistas” e que o Brasil é um País democrático.

“Se nós tivermos uma conscientização de votar nos candidatos da região e que defendem a região, não há problema”, afirma Arlindo Manuera (PRP), que concorre a federal.

Seguindo a mesma opinião, os candidatos Alessandra Roque (PTC), Josué Macedo (PSOL) e Nelson Bugalho (PSDB), acham que existe uma quantidade suficiente de eleitores para a disputa, mas acreditam que o grande problema está nos “paraquedistas” que são concorrentes de fora e fazem campanha na região. “Se o voto for regionalista, podem ser eleitos de cinco a seis deputados estaduais. O problema são os paraquedistas que buscam votos na região e não voltam depois de eleitos”, afirma Macedo.

Para Reginaldo Nunes (PMDB), Denise Erbella (PT), Osmar Vilela (PSOL) e Diolinda Souza (PCdoB), o número de concorrentes faz parte da democracia e é importante dar mais opções ao eleitor. “Acredito que o número de candidatos está como nas eleições anteriores. É importante para as pessoas porque é mais democrático e também é bom para o eleitor ter mais opções”, diz Nunes.

Ainda achando que o número de concorrentes não atrapalhará suas ambições por uma vaga na Assembleia Legislativa do Estado ou na Câmara dos Deputados estão Tânia Geroti (PSC) e Adriana Rodrigues (PV), que acreditam haver espaço para todos. “Acho que o número de candidatos não atrapalha porque cada um representa o seu segmento”, argumenta Adriana.

Finalizando a lista a favor do número de concorrentes estão Talmir Rodrigues e Reinaldo Alguz, ambos do PV. “Deveria ter uns 10 candidatos a deputado federal porque não atrapalha nas eleições”, cita Rodrigues.

No entanto, ainda há uma pequena parte dos candidatos consultados crendo que a quantidade de concorrentes atrapalhará nas próximas eleições. Foram quatro que alegaram existir um baixo número de votantes para uma grande opção de políticos.

“Espero que tenha voto para todo mundo. Se dividirmos os 600 mil eleitores da região, corremos o risco de não ter nenhum eleito. Infelizmente temos pouco voto para muito candidato”, afirma o candidato a deputado estadual Ed. Thomas (PSB).

Os candidatos Braz Albertini e Alba Lucena (PTB) também acreditam que haverá uma divisão maior de votos. “Sempre foi assim, um grande número de candidatos e nunca conseguimos ter um grande número de eleitos”, cita Lucena.

Concordando com a opinião dos cientistas políticos, o candidato a deputado estadual Leandro Amaral (PSC) conta também com o apoio de votos de outras regiões. “Para quem é da região e depende dos votos, essa quantidade acaba atrapalhando”.

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