Da Redação
Em 22/04/2010 às 17:17
Com uma demanda atual de 180 pacientes, entre adolescentes e adultos dependentes químicos e alcoólatras, o Centro de Atenção Psicossocial (Caps) de Presidente Prudente, mantido pelo Ministério da Saúde e Prefeitura, completa nesta sexta-feira (23) três anos na cidade.
A coordenação do órgão comemora o aniversário com os resultados obtidos desde sua implantação, em 2007. Segundo a psicóloga e coordenadora técnica da unidade, Mônica Tolomei Cassimiro, desde que foi inaugurado, 780 atendimentos já foram prestados no local. “Deste total, existem pacientes que já tiveram alta, aqueles que pararam o tratamento porque se mudaram de cidade, e ainda aqueles que pararam porque abandonaram ou desistiram do tratamento”, adianta.
Atualmente, homens e mulheres acima de 18 anos e adolescentes com idades entre 13 e 17 anos são tratados em três regimes diferenciados: intensivo (três vezes por semana, em período integral), semi-intensivo (duas vezes por semana, em período integral) e não-intensivo (a cada quinze dias ou uma vez por mês, dependendo do caso). Cassimiro explica que os pacientes são direcionados ao tipo de regime de acordo com a gravidade dos sintomas e de sua própria disponibilidade.
O objetivo é recuperar e livrar adultos e adolescentes viciados no consumo de múltiplas drogas, através de atendimento especializado. Além do aspecto da saúde, a proposta também é motivar os pacientes de forma a fazer com que eles desenvolvam seu poder de autonomia e identidade, para que quando estiverem reabilitados no âmbito da saúde mental, voltem ao convívio familiar de forma sadia. “Aquelas pessoas que seguem à risca o tratamento e que se demonstram persistentes no processo de reabilitação, conseguem retornar ao convívio familiar, reconstituir sua vida”, diz Mônica.
No entanto, a coordenadora do Caps ressalta que o trabalho desenvolvido com dependentes químicos é difícil, por isso desenvolvido a longo prazo. “Não se reabilita um paciente de um dia para o outro. Mesmo assim, temos o que comemorar. De janeiro a março deste ano, por exemplo, houve 10 altas para pacientes que já estavam em abstinência há três anos. Eles retornaram a vida normalmente”, revela ela. “São pacientes que saíram do Caps recuperados. Agora se vão manter essa recuperação no convívio social, isso depende deles próprios”, enfatiza.
Das 190 vagas existentes no Caps, a coordenadora ressalta que 180 estão ocupadas atualmente. No regime intensivo, voltado para pacientes com casos mais graves e que precisam de monitoramento frequente, são 60 vagas existentes. Já no regime semi-intensivo, são 45 vagas disponíveis. E por fim, no regime não-intensivo, que atende pessoas que atuam no mercado de trabalho e que só passam por consulta médica uma ou duas vezes no mês, são 90 vagas disponibilizadas.
Ela explica que, quando o número de pacientes atinge a carga máxima de atendimento, é elaborada uma lista de espera constando o nome de pessoas que aguardam e necessitam de atendimento. “Dificilmente isso ocorre”, observa.
Quanto aos adolescentes, daqueles que dão entrada na unidade, a maioria é encaminhada pelo Poder Judiciário, por cometerem crimes ou delitos, em decorrência de alguma dependência química, segundo conta Mônica. Para atender este tipo de demanda, um novo Caps que prevê tratamento psicológico exclusivo para adolescentes dependentes de álcool e drogas deve ser implantado no município.
Enquanto isso, vale ressaltar que a sede do atual Caps fica na Cohab e conta com uma equipe composta por mais de 20 profissionais, entre psicólogos, terapeuta ocupacional, enfermeiros, auxiliar de enfermagem, médico-especialista, cozinheiros, entre outros funcionários que atuam no setor administrativo. Para mais informações, o telefone é o (18) 3907-6753.