Da Redação
Em 01/06/2010 às 16:37
Uma parceria entre a Concessionária Auto Raposo Tavares (Cart) com a Associação em Defesa do Rio Paraná, Afluentes e Matas Ciliar (Apoena) realizou o plantio de 6 mil mudas de árvores nativas na reserva ambiental do Córrego do Veado, às margens do Rio Paraná, na manhã desta terça-feira (1), em uma compensação ambiental.
Para realizar a implantação das praças de pedágio de Rancharia, Regente Feijó, Presidente Bernardes e Caiuá a empresa teve que solicitar uma licença ambiental que, por lei, obriga a realização da compensação do plantio de árvores em determinado local pela retirada delas no local da obra. A ação teve ajuda de crianças de escolas públicas e particulares de Presidente Epitácio.
Para tal, a concessionária entrou com o financiamento das árvores e a associação cuida da preparação do terreno, plantio e manutenção das mudas por até dois anos. “A Apoena nos foi indicada pelo Ministério Público e pela Cetesb, por causa da credibilidade e reconhecido conhecimento técnico em trabalhos de restauração de matas nativas”, ressaltou o coordenador de meio ambiente da Cart, Walace Merlin.
O presidente da Apoena, Djalma Weffort, destacou a luta iniciada em 1988 para a formação da reserva e a importância do trabalho conjunto com entidades públicas e empresas para a recuperação da floresta ao longo do rio Paraná. “Essa área começou do nada há pouco mais de dez anos e já mostra o resultado. Queremos transformar essa reserva em um parque ambiental para a região”, declarou.
O promotor Marcos Akira, coordenador do Gaema, grupo de trabalho do Ministério Público responsável pela área de meio ambiente, também destacou a importância da contribuição das empresas para o trabalho. “A gente tem muitas dificuldades, o número de parceiros é pequeno, mas está crescendo”, afirmou. Ele substituiu o promotor Nelson Bugalho, que se licenciou do cargo recentemente.
Com 1.000 hectares, a reserva do Córrego do Veado tem objetivo de recuperar a mata ciliar destruída pela ocupação humana e pela formação dos reservatórios de usinas hidrelétricas no Rio Paraná. É também condomínio de reserva legal dos assentamentos Lagoinha, Engenho, Porto Velho e Luís de Moraes, realizados na região do Pontal do Paranapanema pelo Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra). No local já foram plantadas 800 mil mudas, o que representa a recuperação de 400 hectares.
Segundo Weffort, destas seis mil mudas, serão de mais de 80 espécies nativas da região, como aroeira, peroba, jequitibá, jatobá, cedro, óleo-de-cobaíba, capixingui, figueira, ingá, paineira e outras.
Corredor
Além das 6.000 mudas em Epitácio, a empresa está plantando 3.000 mudas em Assis, em reserva administrada pelo Instituto Florestal do Estado de São Paulo. O investimento total nos plantios de compensação pelas praças de pedágio é de R$ 75 mil.
O Corredor Raposo Tavares tem 444 quilômetros de rodovias e acessos municipais. O trecho vai de Bauru a Presidente Epitácio, formado pelas rodovias João Baptista Cabral Rennó (SP 225), Orlando Quagliato (SP 327) e Raposo Tavares (SP 270).
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