Paulo Fernandes
Em 29/12/2009 às 16:33
Conforme o agente sanitário Daniel Eduardo Lima Gullin, a orientação para a aplicação da multa é realizada pela VEM, órgão responsável pela fiscalização nos imóveis e estabelecimentos. “Nós apenas redigimos a multa e a encaminhamos para o setor jurídico da Prefeitura. Recebemos o número de notificações por dia através da Vigilância Epidemiológica, então sabemos onde vamos aplicar a multa. Neste caso, foi a primeira”, explica.
Segundo Gullin, na manhã desta terça-feira (29) mais dois estabelecimentos seriam visitados, mas a chuva atrapalhou o serviço dos agentes. “Não conseguimos verificar as notificações de hoje. Então ficaram para amanhã, junto com as que a Vigilância Epidemiológica solicitar”, ressalta.
De acordo com a coordenadora da Vigilância Epidemiológica Municipal, Vânia Maria Alves Silva, atualmente a cidade tem 15 casos de dengue confirmados, número que não tranquiliza os agentes.
“Na semana passada tínhamos 13 casos, hoje já são 15. Nossa luta continua. As notificações serão feitas conforme a rotina dos agentes, assim o trabalho ganhará mais força. Mas ainda encontramos resistências de alguns moradores”, diz.
Risco
Conforme estudo do Ministério da Saúde, Presidente Prudente está entre as 10 cidades do País que correm risco de enfrentar uma epidemia de dengue no verão. O Levantamento do Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (Liraa) deste ano mostra que o índice de breteau - que define a quantidade de insetos em fase de desenvolvimento – é de 9,07 na cidade, acima do tolerável pela Organização Mundial de Saúde (OMS), entre 1 e 2.
Para o secretário municipal de Saúde, Sérgio Luiz Cordeiro, a possibilidade de um surto de dengue em Prudente é reflexo do descaso dos moradores. “Na verdade a população está acomodada, não dá atenção a esse problema. É inaceitável a situação em que estamos, tendo em vista o tanto de programas preventivos que realizamos”, comentou ao Portal.
Como medida de segurança, a Prefeitura de Presidente Prudente através da Secretaria Municipal de Saúde e da Vigilância Epidemiológica Municipal (VEM), iniciou um arrastão no último dia 30 de novembro nas áreas em que o índice de breteau é elevado.
Após 15 dias, a VEM apresentou um balanço negativo do trabalho, principalmente em relação às atitudes dos moradores.
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