Maycon Morano
Em 02/06/2010 às 18:14
Por considerar a situação como epidemia, a Secretaria de Saúde anunciou, na tarde desta quarta-feira (2), em coletiva de imprensa realizada em sua sede, que abrirá processo seletivo para a contratação de cerca de 20 funcionários para o órgão vinculado à pasta. Entretanto, ainda não há data prevista para a avaliação.
Estes veterinários irão às casas dos municípes, em uma região pré-determinada da cidade, que é considerado local de risco. Porém, esta área não foi informada. “Nós não vamos divulgá-la [região] para que as pessoas não mudem seus cães da área de risco para uma área que não é de risco. Senão nosso trabalho será em vão”, explicou Soares.
A pessoa só pode proibir a entrada de funcionário do Centro de Zoonoses em sua casa para realizar o exame no cão em uma situação, mas com resslavas, alerta o secretário de Saúde de Presidente Prudente, Sérgio Luiz Cordeiro. “Se desejar, o proprietário do animal pode levar ele para um veterinário de confiança. Mas, dentro de 30 dias, deve apresentar o exame no Centro de Zoonoses da cidade. Caso não o faça, o veterinário volta em sua casa, com apoio policial e mandado judicial, se necessário.”
Exame este que fica pronto em cerca de 60 dias, mas o prazo depende da quantidade de pedidos, pontua o médico veterinário. “Nós realizamos apenas a coleta do sangue dos animais. Depois, nós enviamos o material para o Instituto Adolf Lutz, que nos envia os resultados posteriormente”, informa.
Além desta atividade, o Centro de Zoonoses também realiza a eutanásia nos animais que tiverem a leishmaniose confirmada. “É importante deixar claro para a população que o cachorro não sofre. O processo de eutanásia consiste em duas etapas. Primeiro o animal é dopado para que adormeça, depois é aplicada uma injeção que paralisa suas funções vitais. Ele não sofre dor alguma”, enfatiza Soares.
Ele lembra que o sacrifício é realizado somente nos cachorros. “Não há cura para a leishmaniose nos cães, por isso é necessário que seja feita a eutanásia. Em seres humanos há a possibilidade da identificação e do tratamento da leishmaniose”, ressalta o médico veterinário.
Para esta ação, o secretário Cordeiro frisa que a ajuda da população será de “fundamental importância” para a identificação de novos casos. “Peço que as pessoas deixem os veterinários fazerem seu trabalho. Eles precisam apenas recolher o sangue de seu animal para a realização do exame”, informa.
Sobre como evitar uma epidemia em humanos, o secretário diz que a única forma é a conscientização das pessoas. “Os quintais devem estar limpos, já que o mosquito palha, que é o único transmissor da doença, procria em locais próximos a matas, rios e terrenos com lixo orgânico”, pede.
Os exames são necessários, pois com sintomas “fica difícil” fazer a identificação de leishmaniose em animais e até mesmo em humanos, diz o secretário de Saúde. “Na maioria das vezes, o animal que aparentemente está saudável pode estar contaminado. Da mesma forma é com as pessoas. Apenas em alguns casos aparecem sintomas como os da gripe e inchaço do fígado e do baço. Somente através do exame de sangue é possível a confirmação. Por isso é importante que as pessoas deixem que os veterinários façam seu trabalho”, acrescenta.