Segunda-feira 1 de maio de 2018 | Presidente Prudente/SP

Delegados fazem operação-padrão para reivindicar melhorias a categoria

Paulo Fernandes

Em 24/03/2010 às 09:02

A Polícia Civil do Estado de São Paulo iniciou nessa terça-feira (23) uma operação-padrão, liderada pela Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Adpesp). O objetivo é reivindicar uma reestruturação na categoria e valorização aos delegados.

Durante a operação-padrão, os policiais seguem rigorosamente todas as normas da atividade, mas retardam o andamento do serviço propositadamente. É uma forma de protesto que não pode ser contestada judicialmente.

Segundo o delegado e conselheiro fiscal da Adpesp na região de Presidente Prudente, Celso Marques Caldeira, a reestruturação na categoria vem sendo reivindicada desde 2004. Ele informa que no último dia 8 de março foi realizada uma assembleia na qual foi entregue ao secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, Antônio Ferreira Pinto, o projeto para melhorias da classe, com prazo para ser respondido a última segunda-feira (22).

“Durante a assembelia, foi decidido que entraríamos em operação-padrão caso não tivéssemos nenhuma resposta até o dia 22. E isso aconteceu. Toda Policia Civil de São Paulo está neste sistema”, afirma Caldeira.

De acordo com ele, o próprio secretário Ferreira Pinto encaminhou ao governador José Serra (PDSB) uma indicação do projeto elaborado pela categoria com “motivos positivos” para ser aprovado. “O que falta é o chefe de Estado apresentar o projeto na Assembleia Legislativa.”

“Nossa manifestação está em momento crucial. Sabemos que se o governador encaminhar o projeto para aprovação ele receberá a maioria dos votos, pois na Assembleia a maioria é da situação”, comenta o delegado e conselheiro da Adpesp.

No projeto elaborado consta, entres outras reestruturações, a redução de 14 para sete anos de carreiras policiais; o aperfeiçoamento dos critérios de ingresso e promoção nas carreiras, criando estímulos para uma prestação de serviço público qualificado; a criação de um plano de carreira com critérios justos e objetivos, motivando a fixação do policial civil em sua região; a possibilidade de contratação anual de policiais civis com menos burocracia, além da redução da possibilidade de policiais civis de São Paulo migrarem para outros Estados da federação em busca de melhores condições de salário e de trabalho.

Conforme diz a cartilha de orientação da Adpesp, a Polícia Civil pode ficar até 210 dias em operação-padrão, caso nenhuma posição seja tomada. “Exercendo estas atividades, nossos trabalhos são reduzidos, ficam com menos agilidade e isso interfere diretamente no atendimento ao público, trabalhos de investigação, escrivão e consequentemente outros setores da Polícia Civil”, ressalta Caldeira, informando que o próximo passo é esperar o posicionamento do governo.

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