Da Redação
Em 19/03/2010 às 15:13
O vídeo “Arigatô: videodocumentário sobre as contribuições da colônia japonesa em Presidente Prudente”, produzido como peça prática de um Trabalho de Conclusão de Curso em Jornalismo na Faculdade de Comunicação Social “Jornalista Roberto Marinho” de Presidente Prudente (Facopp), será apresentado na íntegra em duas universidades japonesas.
Produzido e editado no laboratório de TV da Facopp, o trabalho foi entregue a dois professores universitários do Japão, Yuko Yamanouchi Shikata, da Universidade de Kansai e Shikata Toshiaki, da Universidade Ritsumeikan, que estavam na região realizando pesquisas sobre o cemitério japonês de Álvares Machado e das atividades realizadas pela colônia japonesa. Segundo o presidente da Associação Cultural Nipo-Brasileira da Alta Sorocabana, Toshio Koketsu, quando os pesquisadores perguntaram sobre algum registro que pudesse contar a história da imigração na região, não houve dúvida em oferecer o material jornalístico local.
A idéia de produzir um videodocumentário surgiu dos alunos de Jornalismo Aladir Roberto Gomes, Bianca Lima, Jaqueline Hatamoto e Pedro Mathias, sob orientação da professora de Telejornalismo, Thaisa Bacco, para resgatar a cultura e registrar historicamente o centenário da imigração japonesa no Brasil. Segundo Gomes, uma pesquisa foi realizada em 34 cidades da região e Presidente Prudente foi escolhida por ter forte influência e contribuição para a cultura japonesa.
Ao final do documentário é mostrada a importância da documentação histórica e do resgate cultural para que as novas gerações tenham contato com a vida de seus antepassados. Mathias diz que o documentário foi o resgateo audiovisual de histórias que “desapareceram” com o tempo. “Estas histórias estavam dispersas e era necessário que alguém as reunisse e colocasse de volta à disposição da comunidade prudentina.”
Para Koketsu, “o videodocumentário vai apresentar a região e enriquecer as pesquisas dos japoneses”. Segundo ele, a qualidade do material foi a principal causa de seu credenciamento para representar a imigração japonesa. “O trabalho revelou muitas coisas úteis e é quase inédito. O conteúdo e a forma de exposição foram de ótima visualização narrando como a colonização aconteceu no Brasil”, afirma o presidente da associação.
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