Thiago Ferri
Em 23/03/2010 às 17:58
Dracena registra seu primeiro caso de dengue tipo 2 este ano, segundo a Vigilância Epidemiológica da cidade. Com isso, uma outra variação do vírus circula na cidade e quem já foi contaminado pelo tipo 1 pode contrair a doença novamente e estar mais suscetível à dengue hemorrágica. A situação do município vizinho preocupa também a Saúde de Presidente Prudente.
Existem quatro tipos da dengue, mas no Estado de São Paulo, assim como no Brasil, até então só foram identificados três sorotipos do vírus: DEN 1, DEN 2 e DEN 3.
Dracena já contabiliza um total de 107 casos de dengue, sendo 93 autóctones – contraído no próprio município – e 13 importados (tipo 1), além dessa ocorrência confirmada como sorotipo 2.
Em nota oficial, a prefeitura da cidade manifesta sua preocupação. “Portanto, existem dois tipos de vírus circulando em Dracena, merecendo um pouco mais de atenção, pois pessoas que já foram contaminadas pelo tipo 1 podem ser novamente contaminadas, agora pelo tipo 2. A exposição sucessiva da população aos diferentes sorotipos aumenta o risco de apresentações graves da doença.”
“É muito importante que as pessoas com suspeita de dengue procurem o serviço de saúde o mais rápido possível. A coleta de sangue para a detecção do sorotipo (em casos positivos) tem que ser feita até o terceiro dia após o início dos sintomas”, orienta o município.
Preocupação regional
Cidade sede da 10ª região administrativa do Estado de São Paulo, Presidente Prudente admite preocupação com a informação de primeiro caso do tipo 2 da dengue em Dracena. “Por sermos polo regional, as pessoas entram e saem da cidade todos os dias, seja para trabalhar, estudar ou fazer compras. Se uma delas estiver com o vírus, fatalmente vai acabar trazendo para a cidade. E isso é uma coisa que, sem dúvida, preocupa. Mas vamos continuar realizando o mesmo trabalho de orientação e prevenção que estamos fazendo, porque também isso não é motivo para nenhum alarde. A maior preocupação tem que ser deles lá [Dracena]”, afirma a coordenadora da Vigilância Epidemiológica Municipal (VEM) de Presidente Prudente, Vânia Maria Alves.
De acordo com ela, Prudente até agora tem 78 casos autóctones de dengue e todos do tipo 1. Ela explica a maior preocupação que causa um outro subtipo do vírus na cidade. “Quando a pessoa contrai a dengue, ela fica imune somente àquele subtipo. Então, a circulação do tipo 2 gera uma certa apreensão porque ela pode contrair de novo a doença. E a cada vez que se contrai a dengue fica-se mais suscetível à dengue hemorrágica, que é o caso mais grave da doença, que pode levar até à morte”, cita.
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