Segunda-feira 1 de maio de 2018 | Presidente Prudente/SP

Em 7 anos, geração de emprego cresce 43% em Prudente

Paulo Fernandes

Em 21/01/2010 às 16:53

De 2003 a novembro de 2009, Presidente Prudente registrou 17.950 mil novos empregos formais, totalizando no final do ano passado 59.644 postos de trabalho legais. O aumento de empregos no município durante esse período representa uma variação de 43%, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), disponível no Portal Federativo. 

O Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) e o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil (Sintracom) afirmam que o índice de contratação acompanhou as estatísticas. Já o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) aponta que o ano passado não foi favorável para a criação de novos  empregos, mas 2010 é visto com otimismo. O setor do comércio predomina na cidade.

Os dados do Caged deixam Prudente ligeiramente acima da média nacional e estadual na variação de geração de emprego entre 2003 e 2009. Enquanto o município registrou alta de 43%, o Estado e o País alcançaram a marca de 42%.

Segundo o diretor regional do Ciesp, Fernando Carballal, o resultado obtido pela cidade se deve ao número de empresas pioneiras, além das indústrias de outros estados que investiram em Prudente e na região nos últimos anos. Ele afirma que somente comparando 2009 com 2008, o setor da indústria obteve 7,5% de crescimento. Em 2010 a expectativa é de um aumento ainda maior.

“Mesmo sendo números regionais, podemos ver a realidade que Prudente está vivendo. Acredito que em 2010 vamos aumentar ainda mais o quadro de empregos formais da região”, afirma Carballal.

O presidente do Sintracom, Gilberto Lúcio Zangirolami, informa que o setor da construção civil também fechou 2009 com aumento na geração de emprego. De acordo com ele, o setor passou os 10% na contratação formal dos empregados. No entanto, mesmo com os números positivos, a informalidade ainda representa 40% dos trabalhadores na área.

“Ano passado nós tivemos muitas contratações das prefeituras da região para construções de casa populares entre outras obras. Até serviço em algumas rodovias nós realizamos. Isso resultou na regularidade dos funcionários, mas ainda no setor privado a informalidade persiste”, diz Zangirolami.

Para o presidente do Conselho das Entidades Sindicais de Presidente Prudente, Antonio Mendes Neto, a formalidade do município é reflexo do trabalho realizado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). “Além da criação de postos de emprego, a fiscalização em empresas exigindo a carteira assinada favorece estes números. A luta ainda é grande pela formalidade, mas já podemos sentir algumas reações”, cita. 

O gerente regional do Sebrae, José Carlos Cavalcante, diz que Prudente, hoje, deve ter em torno de 22 mil trabalhadores informais. “Não é um número preciso, porque não temos pesquisa recente nesse sentido, mas é uma estimativa com base no nosso Mutirão do Microcrédito”, cita.

De acordo com ele, “2009 não foi um ano de benefícios para os desempregados”, pois a crise econômica mundial teria deixado os empregadores receosos para realizar as contratações. No entanto, para ele 2010 é um ano que traz boas expectativas. “Nossas pesquisas dão uma ideia do que vivemos no ano passado e do que podemos presenciar este ano”, ressalta Cavalcante.

Ele ainda informa que, de acordo com as pesquisas do Sebrae, 98% dos empregadores em Prudente são Micros e Pequenas Empresas (MPEs), o que representa um aumento na formalidade dos empreendedores.

Uma pesquisa da entidade datada de 2008 mostra o número de MPEs em Prudente. Os dados revelam o comércio como o setor com mais empresas na cidade, sendo 6.574 formais. O comércio é puxado principalmente pelos segmentos de vestuário, autocapas, minimercados e mercearias.

Em segundo lugar está o setor de serviços, com 2.319 estabelecimentos e em destaque os segmentos de alojamento e alimentação, serviços prestados a empresas e transportes terrestres. O setor da indústria fica em terceiro lugar, com 1.190 micro e pequenas empresas. Construção, fabricação de alimentos e bebidas e fabricação de móveis e indústrias diversas são os segmentos com maior quantidade de estabelecimentos na área.

O último setor é a agricultura. A pesquisa mostra o registro formal de 1.160 MPEs, com destaque para a produção de braquiária, gramas e eucaliptos.       

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