Paulo Fernandes
Em 04/03/2010 às 12:06
Professores das escolas estaduais prometem uma paralisação nessa sexta-feira (5) com indicativo de greve. Eles fazem assembleia na Praça da República, em São Paulo. O objetivo é tentar abrir negociação com o governo do Estado sobre as reivindicações para a categoria. É o que anuncia o diretor regional do Sindicato dos Professoras do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), Alberto Bruschi.
“Fomos maltratados pelo governo”, afirma ele, ao informar que, caso as negociações não sejam retomadas, a paralisação se transformará em greve a partir da próxima segunda-feira (8).
De acordo com Bruschi, os professores reivindicam um reajuste salarial de 34,3%, um plano de carreira justo, além da incorporação das gratificações e revogação das leis 1.093, 1.094, 1.097, todas de 2009, e que tratam respectivamente da contratação de professores em caráter temporário, jornada de trabalho reduzida e avaliação dos professores periodicamente para ter direito ao reajuste.
A campanha salarial da Apeoesp traz como slogan a frase “Salário, emprego e carreira, sim! Provinha e provão, não!”.
A paralisação será às 15h dessa sexta-feira (5). Conforme o diretor regional do sindicato dos professores, várias caravanas de todo o Estado estão sendo formadas para participar da assembleia. “Não temos como informar se todos os professores da região irão aderir à paralisação. Nossa meta é movimentar o maior número possível”, comenta.
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