Maycon Morano
Em 11/06/2010 às 13:10
O reajuste se deve ao fato de que o índice de passageiros no município é baixo, segundo afirma o diretor da TCPP, Oracy Pinheiro. “Acontece que na cidade têm muitas pessoas que andam gratuitamente. Muita gente andando de graça e muitos carros na rua”, pontua, concordando que o valor da tarifa "realmente é alto".
Hoje, conforme Pinheiro, o sistema transporta, em média, 1,254 milhão de pessoas pagantes por mês, ou seja, pessoas que pagam para passar pela catraca. “Além desse número, existem mais 27% [que representa 338.580] de pessoas que não pagam. São os deficientes, policiais, correios, estudantes, presidente de bairro, fiscais da prefeitura; isso que acaba pesando para quem paga a tarifa”, cita ele.
Uma solução apontada pelo representante da Pruden Express, Paulo Humberto Naves Gonçalves, é acabar com algumas gratuidades. “Porque, na verdade, não existe nada de graça. Quem acaba pagando essa conta é o passageiro que tem que pagar a tarifa integral”, analisa.
O estudo feito pelas empresas sugerindo tarifa de R$ 2,88 será encaminhado ao prefeito Milton Carlos de Mello (Tupã). Além desse levantamento, a Semav também prepara sua própria planilha sobre o transporte coletivo, segundo explica o secretário da Pasta, Abel Gomes Brondi. “Ela está quase concluída e no início da próxima semana estará nas mãos do prefeito para orientá-lo a respeito da avaliação e da análise feita pela Semav.”
Ele lembra que a planilha não é o único elemento considerado para a aprovação do aumento. “Até porque o próprio contrato, quando fala da questão de manter o equilíbrio econômico, fala também que deve considerar o interesse comum dos consumidores”, diz Brondi.
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