Da Redação
Em 23/04/2010 às 10:51
O engenheiro-chefe do Ministério do Açúcar em Cuba e docente da Universidad La Habana (Universidade de Havana), Federico Sulroca Dominguez, ministrou nesta quinta-feira (22) palestras para acadêmicos dos cursos de Agronomia e Superior de Tecnologia em Produção Sucroalcooleira da Unoeste. A atividade foi realizada no Auditório Primavera, campus II, e reuniu cerca de 80 pessoas.
As temáticas “Agroindústria da Cana-de-Açúcar em Cuba” e “Tecnologia Agrícola e Nutrição de Plantas” foram apresentadas pelo engenheiro que tem como objetivo,implantar um modelo de desenvolvimento agroterritorial sustentável. “Com a queda do sistema socialista, Cuba vem desenvolvendo formas de melhorar sua produção alimentícia e tecnológica de forma autossustentável”, afirma ele.
No Brasil há cerca de três meses, Federico já visitou os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. “Aqui, a tecnologia do setor sucroalcooleiro é produtiva, porém, pode ser mais diversificada. Em Cuba, a cana-de-açúcar é utilizada para diversos fins e não apenas para a produção de combustível e açúcar. Acredito que a troca de experiências dos modelos tecnológicos pode beneficiar os dois países”, destaca Dominguez.
O engenheiro falou ainda das leis Helms-Burton e Torricelli, sancionadas pelo congresso norte-americano. “Há um bloqueio econômico. É proibido todo tipo de negociação de produtos entre os Estados Unidos e Cuba, diminuindo a venda do açúcar e fazendo com que nosso país se adeque a novas tendências de mercado”.
O diretor do Centro de Estudos Avançados em Bioenergia e Tecnologia Sucroalcooleira (Centec) da Unoeste, Tadeu Alcides Marques ressaltou que Cuba é um país com avanços significativos no setor sucroalcooleiro. “O reaproveitamento de resíduos da cana, por exemplo, é uma iniciativa que pode ser incorporada em nossa cultura para aprimorar a produção”.
Tadeu Henrique Novaes Sposito, acadêmico do 7º termo de Agronomia e presidente da Empresa Júnior da Faculdade de Ciências Agrárias (Agripec Jr.), observou a importância deste intercâmbio. “O contato com outros profissionais enriquece o conhecimento do aluno, que compreende melhor a cultura e a realidade socioeconômica de outro país”.
Ângela Madalena Marchizelli Godinho, coordenadora pedagógica do curso de Produção Sucroalcooleira destacou que “a discussão de temas atuais prepara o futuro profissional para o mercado de trabalho”.
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