Da Redação
Em 11/06/2010 às 18:24
O Instituto Adolpho Lutz emitiu o resultado de 30 exames referentes à coleta de sangue em cães de Presidente Prudente. Todos deram negativos. Isso significa que nenhum dos animais, dos quais foram coletadas as amostras, foi contaminado pelo flebótomo Lutzomyia longipalpis, vetor que transmite a Leishmaniose Visceral Americana (LVA).
Para este sábado (19), segundo o médico veterinário e diretor do Centro de Zoonoses da cidade, Célio Nereu Soares, está prevista a coleta de amostras em pelo menos mais 30 animais, o que irá elevar para 530 o número de amostras coletadas até agora no município.
Visando agilizar o trabalho, foi aprovada, nesta semana, a implantação de um laboratório municipal no Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) para triagem do material a ser coletado em uma população canina estimada em 50 mil. “Vamos realizar um trabalho em conjunto com o Adolpho Lutz, com o propósito de acelerar o processo de coleta e a desafogar a demanda de exames no instituto.”
“Neste laboratório, nosso trabalho será o de analisar preliminarmente os materiais coletados, e por meio de uma primeira triagem, descartar os exames cujos resultados derem negativo. Logo, só serão encaminhados para o Instituto Adolfo Lutz os exames que derem positivo, para que lá eles sejam refeitos”, explica Soares.
Para a composição dos trabalhos no espaço, ele explica que o Instituto Adolfo Lutz irá fornecer ao CCZ equipamentos de avaliação e kits rápidos para a coleta do material. “Nossa equipe também vai precisar aumentar, por isso o município vai contratar auxiliares de farmácia, veterinário e remanejar um farmacêutico bioquímico para atuar no local”, completa o médico veterinário.
Depois de instalado, frisa ele, o município terá condições de checar quatro mil exames por mês. “Como Prudente é muito grande, será realmente necessário esse trabalho em conjunto, porque quanto mais rápido se conseguir diagnosticar o animal contaminado, se elimina a chance de contaminação na população”, coloca.
Até agora, desde o início do ano, três casos autóctones – contraídos dentro da cidade – de LVA foram confirmados em cães. Estes foram eutanasiados por ainda não existir tratamento direcionado à população canina. Casos de LVA em humanos não foram registrados.
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