Da Redação
Em 18/06/2010 às 09:10
Compondo a programação da festa junina deste ano, o Sesc Thermas de Presidente Prudente organiza uma exposição de sanfonas, instrumento tema da festa que recebeu o nome “Do Fole à Folia - o som que nos une”. Diversas sanfonas estão expostas para o público a partir desta sexta-feira (18), além de textos que contam um pouco da história do seu surgimento até a sua chegada ao Brasil. A exposição permanece para visitação até domingo (20), durante o horário de funcionamento do clube, a partir das 9h.
Presente em muitas festas juninas, a sanfona, ou o acordeom como algumas pessoas a conhecem, embala os ritmos e anima as comemorações aos Santos Antonio, João e Pedro. Ela está associada aos sentimentos de alegria e dor, do homem nordestino ao gaúcho, do pantaneiro ao pescador.
“Pensando na importância do acordeom para a preservação da memória musical brasileira e em todo seu potencial criativo, pensamos em fazer uma homenagem a este precioso instrumento que embala com seu som vilarejos, roças, serestas, bailes e casamentos, unindo principalmente todo o País nas noites de junho”, afirma o coordenador de programação do Sesc Thermas e organizador da exposição, Mauro Lucas.
Estarão presentes na mostra 11 instrumentos fabricados na Itália, Alemanha, Argentina e Brasil, entre os anos 1920 a 2000, em perfeito estado de funcionamento. As peças pertencem aos músicos da Orquestra Sanfônica do Estado de São Paulo, que se apresenta na festa junina no sábado (19).
Cada instrumento possui diferentes características, como o número de baixos e teclas, número de registros (podendo tocar outros sons, como do piano) e até mesmo o peso, que varia de 3 kg a 13 kg, exigindo do músico maior destreza.
Ainda compõem a exposição frases ou trechos de músicas que remetem ao instrumento que, devido a sua capacidade sonora, está sendo redescoberto não só na música regional, como também em outros estilos musicais, como o chorinho, o rock e até mesmo a música indie.
Breve histórico
Pé-de-bode, acordeom, gaita, fole, cordeona, sanfona, concertina, harmônica e tantos outros nomes para designar um único instrumento. Na caatinga nordestina, na exuberância pantaneira, nas fazendas gaúchas ou no vaivém da cosmopolita capital paulistana, o instrumento põe à prova todo seu vigor e ecletismo.
Não há uma data precisa sobre a origem certa do instrumento. A teoria mais aceita no meio musical é de que tenha sido criada 3.000 anos antes de Cristo, na China Imperial, durante o império de Huang Ti, mais conhecido como Imperador Amarelo.
Patenteado pelo austríaco Cyrillus Demian em 1829, o acordeom ganhou projeção e popularidade ao chegar às mãos do jovem italiano Paolo Soprani, que em 1864 montou uma pioneira fábrica de acordeons italianos. Os primeiros compradores foram ciganos, peregrinos e vendedores ambulantes. A demanda cresceu e junto com ela surgiram outras fábricas, que passaram a exportar o instrumento para todo o mundo.
No Brasil, os primeiros acordeons chegaram empunhados pelos imigrantes alemães e italianos no final do século XIX. Em princípio, ficaram restritos a essas comunidades, nas lavouras de São Paulo ou nas fazendas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Porém, com o tempo, o instrumento ganhou espaço e se inseriu de tal maneira nas mais diversas culturas regionais que hoje é impossível pensar em Brasil sem a sua presença. (Com assessoria de imprensa)
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