Da Redação
Em 28/04/2010 às 09:17
Das 80 famílias contempladas com a bolsa-auxílio de R$ 510 por até seis meses, 62 receberam o benefício. Quarenta e duas já haviam sacado o valor na segunda-feira (26), data do início do pagamento, efetuado através do Banco Nossa Caixa. Já nessa terça-feira (27) mais 20 famílias procuraram o banco para receber.
Entre elas, a ex-catadora Edivânia Martins dos Santos, 25 anos, que trabalhou no lixão por 10 anos. Para ela, a bolsa de R$ 510 deverá ser utilizada para pagar as despesas com aluguel, alimentação, água, energia elétrica, entre outras. Além dos gastos com a filha de seis anos.
Para orientar os ex-catadores do lixão, a secretária de Assistência Social, Regina Penati, esteve presente no banco. Segundo ela, todas as famílias receberam orientações dos Centros de Referência da Assistência Social (Cras). Sendo que no período do beneficio, todas irão receber também cursos profissionalizantes.
Para a ex-catadora Aparecida Carmelina de Oliveira, 57 anos, que recebeu o auxílio nessa terça-feira, “o valor será bastante útil, sendo utilizado no pagamento das despesas de casa, além da alimentação”, comenta. Ela pretende participar dos cursos oferecidos pelo Cras e se preparar para conseguir um novo trabalho.
Já segundo Vanessa Fernandes, esposa do catador Jorge Pessoa, a palavra da Prefeitura está sendo cumprida, mas o valor é baixo para a sobrevivência da família. “Com essa ajuda, vamos pagar o aluguel, uma conta das duas de luz que estão atrasadas e outras contas pequenas, mas o de comer com esse dinheiro não dá para comprar”, afirma.
Conforme a secretária de Assistência Social, mais 50 famílias ainda estão em processo de cadastramento para receber o beneficio. Segundo ela, a equipe do Cras tem realizado o acompanhamento dessas famílias, para atualizar as informações. “A listagem com os nomes dos novos contemplados deve sair em breve”, adianta.
Na primeira quinzena deste mês, as famílias tiveram que deixar o lixão, em cumprimento a uma das determinações previstas no Termo de Ajuste de Conduta (TAC), firmado junto ao Ministério Público do Estado (MPE), para encerramento do lixão e a instalação de um novo aterro no município.
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