Segunda-feira 1 de maio de 2018 | Presidente Prudente/SP

Funcionários da Sabesp retomam greve e criticam terceirização

Paulo Fernandes

Em 25/05/2010 às 11:20

Cerca de 250 funcionários da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) iniciaram um movimento de greve na região de Presidente Prudente desde à 0h desta terça-feira (25), reivindicando um reajuste salarial referente à data-base da categoria. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Sintaema), os salários deveriam ser reajustados em mais de 15%.

A categoria também critica os serviços realizados pelas terceirizadas contratadas pela empresa e afirma que a população está sendo prejudicada.
A Sabesp diz que vê com naturalidade as negociações com os funcionários.

No início deste mês, trabalhadores da companhia filiados ao Sintaema paralisaram os serviços por 24 horas reivindicando um posicionamento da estatal sobre o descumprimento de um acordo coletivo em relação à participação dos lucros no ano de 2009. Novamente em greve, os funcionários se manifestam sobre a proposta de 5,05% de reajuste salarial oferecida pela empresa, referente à data-base da categoria, que foi dia 1º de maio.

Segundo a diretora-executiva do sindicato, Sônia Mara, a decisão por aderir à greve foi tomada em assembleia realizada em São Paulo no último dia 19 deste mês. Ainda nesta terça-feira (25) uma nova reunião será realizada para analisar o movimento.

“Nós tentamos quatro rodadas de negociações e não tivemos avanços. Pelo contrário, a empresa queria retroceder alguns benefícios já conquistados. A proposta da Sabesp foi apresentada na mesa e não tivemos vez de debater”, afirma ela.

Conforme Sônia, apesar da greve, os trabalhos funcionam em regime de plantão.


Terceirização


A diretora-executiva do Sintaema diz que a greve não prejudica a população, mas sim os serviços terceirizados pela companhia. Ela explica que o número de funcionários terceirizados chega ser o dobro dos concursados.

“Na sede da Rua Coronel Albino, em Prudente, temos cerca de 120 funcionários concursados, entre administração e serviço operacional. Cerca de 200 funcionários terceirizados prestam serviços externos para esta sede, mais que o dobro”, cita Sônia Mara.
 
Ela salienta que "os serviços como vazamentos eram caracterizados de extrema prioridade para a Sabesp, mas com a chegada das outras empresas prestadoras de serviços a qualidade e agilidade não é mesma".

“Uma ligação de água demora de 10 a 20 dias para ser realizada, após a vistoria e fiscalização da Sabesp. Vazamentos são consertados com horas de demora. Nisso quem perde é a população”, diz ela.

A reportagem do Portal entrou em contato com a assessoria de imprensa da Unidade do Baixo Paranapanema da Sabesp, que atende a região de Presidente Prudente, e por meio de nota a empresa se posicionou. "A
Sabesp mantém uma política de diálogo permanente e vê com naturalidade a negociação com as entidades. Os serviços essenciais são mantidos sem prejuízos à população”.

Sobre a crítica aos serviços terceirizados, a empresa de abastecimento de água e esgoto diz que, por hora, não vai se manifestar.

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