Segunda-feira 1 de maio de 2018 | Presidente Prudente/SP

Heróis da Revolução de 1932 são lembrados em Prudente

Da Redação

Em 08/07/2010 às 18:26

O Comando de Policiamento do Interior (CPI-8) e o 18º Batalhão de Polícia Militar do Interior (18º BPM/I), em parceria com a Prefeitura Municipal de Presidente Prudente, realizam uma solenidade em comemoração ao 78º aniversário da Revolução Constitucionalista de 1932, nesta sexta-feira (9), às 9h, na Avenida José Soares Marcondes, em frente à Praça Nove de Julho.

O evento terá a presença de familiares de combatentes da Revolução e serão homenageados o primeiro-tenente PM Luís Nelson Disaró, do 2° Batalhão de Polícia Rodoviária, e o terceiro-sargento Vicente Lenilson de Lima, do Exército Brasileiro, com a Medalha Mérito Tiro de Guerra, bem como policiais militares do CPI-8 e 18º BPM/I receberão Medalhas Valor Militar e Láureas do Mérito Pessoal.

Segundo o comandante do 18º BPM/I, tenente coronel Geraldo Fernandes Néspoli Berardinelli, a solenidade tem o objetivo de lembrar o feito histórico dos heróis que tombaram durante a Revolução.

História

Perdendo o controle absoluto do poder político que desfrutara durante a República Velha, a oligarquia cafeeira, contudo, buscava meios para recuperar a antiga posição. Concentrados em sua maioria no Estado de São Paulo, os cafeicultores chegaram a contar com o apoio da burguesia industrial paulista, reunida em torno do ideal da elabora­ção de uma nova Constituição.

As tensões entre paulistas e governo federal au­mentaram quando da nomeação de João Alberto de Lins Barros, tenente pernambucano, para o cargo de interventor de São Paulo. Em 1932, da união entre o Partido Republi­cano Paulista (representante da oligarquia cafeeira) e o Partido Democrático, surgiu a Frente Única Paulista (FUP).

Exercendo séria pressão sobre o governo, a FUP con­seguiu a nomeação de um novo interventor civil e paulista, Pedro de Toledo. A partir daí, intensificaram-se as mani­festações em favor da elaboração de uma nova Carta Cons­titucional. Em uma das manifestações morreram quatro estudantes: Miragaia, Martins, Dráusio e Camargo, cujas iniciais formaram a sigla MMDC, símbolo da luta dos paulistas pela Constituição.

A 9 de julho de 1932, iniciou-se um movimento arma­do que visava a depor o presidente Vargas. Mais de du­zentos mil homens aliaram-se ao "Exército Constitucio­nalista" e algumas indústrias foram adaptadas para a pro­dução de equipamentos de guerra. A Revolução esten­deu-se por três meses e terminou com a derrota das forças paulistas.

Apesar da vitória sobre os paulistas, Vargas adotou uma atitude conciliatória, convocando eleições para a esco­lha dos deputados que comporiam a Assembléia Constituin­te para maio de 1933. Assim, a Revolução Constitucionalista, mesmo derrotada militarmente, atingiu seu objetivo: a elabo­ração de uma nova Constituição para o País.

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