Da Redação
Em 08/07/2010 às 18:26
O evento terá a presença de familiares de combatentes da Revolução e serão homenageados o primeiro-tenente PM Luís Nelson Disaró, do 2° Batalhão de Polícia Rodoviária, e o terceiro-sargento Vicente Lenilson de Lima, do Exército Brasileiro, com a Medalha Mérito Tiro de Guerra, bem como policiais militares do CPI-8 e 18º BPM/I receberão Medalhas Valor Militar e Láureas do Mérito Pessoal.
Segundo o comandante do 18º BPM/I, tenente coronel Geraldo Fernandes Néspoli Berardinelli, a solenidade tem o objetivo de lembrar o feito histórico dos heróis que tombaram durante a Revolução.
História
Perdendo o controle absoluto do poder político que desfrutara durante a República Velha, a oligarquia cafeeira, contudo, buscava meios para recuperar a antiga posição. Concentrados em sua maioria no Estado de São Paulo, os cafeicultores chegaram a contar com o apoio da burguesia industrial paulista, reunida em torno do ideal da elaboração de uma nova Constituição.
As tensões entre paulistas e governo federal aumentaram quando da nomeação de João Alberto de Lins Barros, tenente pernambucano, para o cargo de interventor de São Paulo. Em 1932, da união entre o Partido Republicano Paulista (representante da oligarquia cafeeira) e o Partido Democrático, surgiu a Frente Única Paulista (FUP).
Exercendo séria pressão sobre o governo, a FUP conseguiu a nomeação de um novo interventor civil e paulista, Pedro de Toledo. A partir daí, intensificaram-se as manifestações em favor da elaboração de uma nova Carta Constitucional. Em uma das manifestações morreram quatro estudantes: Miragaia, Martins, Dráusio e Camargo, cujas iniciais formaram a sigla MMDC, símbolo da luta dos paulistas pela Constituição.
A 9 de julho de 1932, iniciou-se um movimento armado que visava a depor o presidente Vargas. Mais de duzentos mil homens aliaram-se ao "Exército Constitucionalista" e algumas indústrias foram adaptadas para a produção de equipamentos de guerra. A Revolução estendeu-se por três meses e terminou com a derrota das forças paulistas.
Apesar da vitória sobre os paulistas, Vargas adotou uma atitude conciliatória, convocando eleições para a escolha dos deputados que comporiam a Assembléia Constituinte para maio de 1933. Assim, a Revolução Constitucionalista, mesmo derrotada militarmente, atingiu seu objetivo: a elaboração de uma nova Constituição para o País.
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