Segunda-feira 1 de maio de 2018 | Presidente Prudente/SP

Marcola será julgado nesta quarta por morte de juiz Machadinho

Da Redação

Em 09/11/2009 às 09:13

Está marcado para esta quarta-feira (11) o julgamento de Marcos Willians Herbas Camacho (Marcola), acusado de mandar matar o juiz-corregedor de presídios da região de Presidente Prudente, Antônio José Machado Dias (Machadinho), em 2003. Conforme o Tribunal de Justiça, o julgamento do suspeito de chefiar uma facção que age de dentro dos presídios paulistas ocorrerá no Fórum Criminal da Barra Funda, na zona oeste da Capital, às 13h.

Marcola deveria ter sido julgado no último dia 1º de outubro. O júri, no entanto, teve de ser remarcado, já que seu advogado, Roberto Parentoni, se retirou do plenário após ter pedidos de adiamento da sessão negados. Na saída da sala, o defensor disse que "nem na ditadura o direito do cidadão era cerceado dessa forma”.

"Há patente cerceamento de defesa, patente contrariedade à Constituição Federal”, disse Parentoni. “Os direitos de garantia não podem ser violados. O Poder Judiciário não pode se curvar a uma portaria da SAP [Secretaria da Administração Penitenciária]. Eu não posso nem dialogar com meu cliente sobre o processo. Não consegui entrar no presídio", acrescentou o advogado.

Na ocasião, Marcola não viajou de Presidente Venceslau, onde está preso, a São Paulo porque não conseguiu se reunir com o advogado.

Outro acusado de mandar o juiz-corregedor, Júlio César Guedes de Moraes, conhecido por "Julinho Carambola", foi condenado a 29 anos de prisão no mesmo julgamento Ao contrário de Marcola, Carambola assistiu à audiência. Ele já havia sido condenado a 73 anos de prisão por roubo e três homicídios.

Crime

O juiz-corregedor Antônio José Machado Dias (Machadinho) foi morto em uma emboscada, em 14 de março de 2003, quando deixava o fórum de Presidente Prudente, a 558 km de São Paulo. Ele fiscalizava o Centro de Readaptação Penitenciária (CRP) de Presidente Bernardes, apontado, na época, como o presídio mais rígido do País.

Marcola, Carambola e outras quatro pessoas foram denunciados pelo crime pelo Ministério Público com base em depoimentos de outros acusados, que afirmaram que a ordem foi dada pelos dois em razão da rigidez do juiz na concessão de benefícios a presos da região. Ambos negam o crime.

Marcola já foi condenado a quase 40 anos de prisão por vários roubos. Ele também responde a processos decorrentes da onda de ataques a bases da PM e a policiais em 2006.

 

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