Segunda-feira 1 de maio de 2018 | Presidente Prudente/SP

Marcos Assunção confessa receio inicial à mudança para Prudente

GE.com

Em 13/04/2010 às 13:55

Marcos Assunção não tinha a intenção de morar em Presidente Prudente. Acertou com o então Grêmio Barueri para ficar perto de sua família, que vive em Caieiras, na região metropolitana de São Paulo. Deu errado. Com a transferência do clube para a cidade do interior, a 590 quilômetros da capital, o volante foi obrigado a mudar seus planos.

Inicialmente, o jogador não gostou da ideia. Afinal, tinha apostado em um projeto que não era mais o que ele imaginava. A boa fase do Grêmio Prudente em sua nova cidade, porém, fez Marcos Assunção ceder. Morando em um dos melhores condomínios de luxo de Presidente Prudente, o atleta hoje acredita ter feito a coisa certa.

“Confesso que não fiquei muito feliz quando soube que iria mudar para Prudente. Eu tinha aceitado um projeto para ficar perto da família. Em Barueri eu estaria bem próximo. Mas quando as coisas começam a ir bem você aceita melhor. Hoje estou muito feliz aqui e tenho o carinho da torcida”, comentou o volante.

Na semana passada, às vésperas da derrota por 2 a 1 para o Santo André, na partida de ida da semifinal do Campeonato Paulista, Marcos Assunção recebeu a reportagem do Globoesporte.com em sua casa. Aos poucos ele tem deixado o local com a sua cara, mas pode haver outra mudança, já que o Palmeiras está interessado nele.

O assunto ainda é tratado apenas como especulação pelo jogador, porém ele parece claramente satisfeito em saber que um grande clube o procura. Até aqui, o jogador já teve passagens por Rio Branco, Santos, Flamengo, Roma-ITA, Betis-ESP, Al-Ahli e Al-Shabab. Esses dois últimos nos Emirados Árabes. Além da Seleção Brasileira.

Bem articulado para falar e dono de boa cultura por ter aproveitado bem a vida na Europa e na Ásia, o volante do Grêmio Prudente é um fã de histórias factuais. O gosto pela leitura não o faz se aventurar em ficção. Ele prefere os livros sobre a violência dos morros no Rio de Janeiro, a ação do PCC em São Paulo, entre outros.

“Não gosto de ficção. Meu negócio é realidade. Eu saí da periferia e gosto de ler sobre ela. É a mesma coisa com filme. Eu gosto de Cidade de Deus, Carandiru, Salve Geral. Filmes que contem algo que eu sei que existe, que é a realidade”, falou Assunção.

Aos 33 anos, o volante só tem uma lamentação na carreira: não ter ido a uma Copa do Mundo. Ele até chegou a ser convocado por Felipão antes do Mundial de 2002, mas perto da competição sentiu uma lesão que atrapalhou seus planos.

“É a única coisa que falta em minha carreira. E vai continuar faltando”, brincou.

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