Segunda-feira 1 de maio de 2018 | Presidente Prudente/SP

Marrey sinaliza comissão para estudar tarifas de pedágios

Da Redação

Em 19/04/2010 às 17:42

O promotor licenciado de Meio Ambiente Nelson Bugalho e o promotor de Justiça e Cidadania Mário Coimbra foram recebidos na última quinta-feira (15) pelo secretário da Casa Civil, Luiz Antônio Marrey, a quem entregaram um documento produzido em Santo Anastácio por lideranças de vários municípios questionando as tarifas de pedágio no Pontal do Paranapanema. Na oportunidade, Marrey anunciou a possibilidade de uma comissão estudar as tarifas praticadas na Raposo Tavares, “para verificar se elas estão sendo justas”, segundo Bugalho.

Na ocasião, ele esperava encontrar também o secretário estadual dos Transportes, Mauro Arce, mas ele não compareceu. Por isso, segundo o promotor licenciado, uma audiência doi marcada com Arce para o próximo dia 3 de maio, visando discutir a redução de tarifas de pedágio na região.

Bugalho diz que ele e Coimbra apresentaram ao secretário Marrey as dificuldades que as tarifas de pedágio vêm causando à  população como um todo, mas principalmente àqueles municípios que mantêm um contato mais direto com Presidente Prudente. “Nós mostramos que as pessoas de cidades como Presidente Venceslau e Santo Anastácio, principalmente, mas também de Epitácio, Caiuá, Marabá,  Piquerobi e Ribeirão dos Índios acabam sendo penalizados porque dependem da estrada diariamente para trabalhar”, conta.

O documento entregue pelos promotores foi aprovado em reunião realizada no último dia 13 de abril na sede da OAB de Santo Anastácio. Segundo o presidente da entidade dos advogados, Luís Infante, “em primeiro lugar o Estado precisa ouvir a população antes de fazer as concessões e principalmente antes de definir os parâmetros de cobrança das tarifas”.

Para o advogado, não faz sentido profissionais que têm salários limitados terem de pagar duas vezes para exercer o seu trabalho. Os organizadores do movimento questionam também os valores cobrados pelo quilômetro rodado, “que estão em desacordo com o próprio edital de concessão, com o valor de R$ 0,12 quando o previsto é de R$ 0,07”, afirma o documento.

Eles solicitam uma redução de 50% nos valores das tarifas nas praças de pedágio de Presidente Bernardes e de Caiuá.

Bugalho afirma estar otimista quanto à abertura de uma negociação com o governo estadual. “Ainda não temos nada de concreto, mas o simples início de um processo de negociação já representa muito, principalmente se considerarmos a situação que existia até agora, de posições distantes e sem diálogo.”

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