Segunda-feira 1 de maio de 2018 | Presidente Prudente/SP

Membros de Conselhos de Parques Estaduais são empossados

Da Redação

Em 22/01/2010 às 08:49

Os membros dos Conselhos Consultivos dos Parques Estaduais do Aguapeí e do Rio do Peixe foram empossados nesta quinta-feira (21) em Junqueirópolis. Esta é a primeira formação de conselho em ambos os parques.

 

Cada corpo consultivo conta com 24 entidades representantes de organizações do governo, empresas da iniciativa privada e sociedade civil. Os conselhos empossados terão o papel de apoiar e sustentar as ações nos referidos parques.

 

Para o diretor-presidente da Associação de Recuperação Florestal do Pontal do Paranapanema Pontal Flora e membro do Conselho Consultivo do Parque do Rio do Peixe, José Alberto Mangas Pereira Catarino, a iniciativa de se compor um conselho, além de obedecer a Lei 9.985/2000, que criou o Sistema Nacional de Unidades de Conservação e o Decreto Estadual 49.672/2005, se dá “pela importância da participação ativa da sociedade junto às unidades de conservação”.

 

Catarino já prepara algumas propostas para serem apresentadas junto aos demais membros. Uma delas se baseia no modelo de florestas empresariais. “O Parque do Rio do Peixe não é um parque de floresta, mas sim, basicamente formado por Áreas de Preservação Permanente (APP). Acredito que podemos incentivar um grupo de empresas a se engajarem na recuperação florestal promovendo o plantio de árvores em quantidades pré-estabelecidas de hectares”.

 

De acordo com Catarino, as empresas participantes poderão em contrapartida se utilizar da ação para marketing ambiental. “Com isso poderemos dizer daqui a alguns anos que pelo menos possuímos parques com florestas”, explica.

 

O presidente da Pontal Flora lembra ainda das gestões que fez, enquanto prefeito de Presidente Venceslau [entre 1997 e 2000], para que a sede do Parque do Rio do Peixe – ainda em fase de estudos para a sua criação –, ficasse no município. Ele sugere que o prefeito de Presidente Venceslau, Ernane Erbella, dê continuidade nessa proposta.

 

“Acho que o nosso prefeito tem que colocar esse assunto em sua agenda. Vale ressaltar que o município-sede de um Parque Estadual pode pleitear a designação de “Estância Turística” e assim receber incentivos e melhorias governamentais, além de verbas especiais como o caso do ICMS Verde, entre outros”, expõe Catarino.

 

Espécies ameaçadas

 

Conhecidos como ‘pantaninhos paulistas’, os parques estaduais do Rio do Peixe e Aguapeí protegem o raro cervo-do-pantanal (Blastocerus dichotomus) e outras espécies da fauna brasileira ameaçadas de extinção no Estado de São Paulo. Os Parques Estaduais do Aguapeí e Rio do Peixe possuem cerca de 50 espécies com algum grau de ameaça de extinção, como é o caso da anta, jaguatirica, veado-galheiro, tamanduá-bandeira, cotia, paca, cateto, macaco-bugio e aves como anhuma, mutum-de-penacho e arara-canindé.

 

Os planos de manejo das unidades destacam a ocorrência de 38 espécies de mamíferos, 236 espécies de aves, 24 répteis, 22 anuros e 65 espécies de peixe e um lagarto de classificação complexa, que pode se constituir em uma nova espécie. Os Parques possuem ainda lagoas naturais, berçários de fauna, meandros de rios, buritizais e nichos naturais como exemplos de ambientes ricos e singulares.

 

Unidades de Conservação

 

O Parque Estadual do Aguapeí foi criado pelo Decreto nº 43.269 de 2 de julho de 1998. Abrange área dos municípios de Castilho, Nova Independência, Guaraçaí, São João do Pau d'Alho, Monte Castelo e Junqueirópolis, perfazendo uma área total de 9.043,97 hectares.

Já o Parque Estadual do Rio do Peixe foi criado pelo Decreto nº 47.095, de 18 de setembro de 2002, possui uma área de 7.720 hectares, abrangendo os municípios de Presidente Venceslau, Piquerobi, Dracena e Ouro Verde.

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