Maycon Morano
Em 19/05/2010 às 17:05
O vereador Reginaldo Nunes (PMDB) encaminhou requerimento ao prefeito solicitando um estudo de viabilidade para a implantação de uma base comunitária da Polícia Militar na Praça da Bandeira, no centro de Presidente Prudente. Entretanto, o tenente-coronel do 18º Batalhão da Polícia Militar do Interior (BPM/I), Geraldo Fernandes Néspoli Berardinelli, já adianta que não há necessidade dessa instalação.
Tal pedido surgiu, segundo o parlamentar, pela quantidade de reclamações que ele vinha recebendo acerca do local. “Nós temos ali o Camelódromo e a passagem das pessoas que transitam entre a zona leste e o centro da cidade. A população se sente insegura naquele local, principalmente à noite”, diz. “As pessoas têm medo de assaltos e dos maus elementos que frequentam a praça”, completa.
Pela manhã, diz Nunes, sempre há policiamento. “À noite, a população se sente ameaçada pela falta do policiamento mais intensivo. Então, nós cremos que a instalação de uma base comunitária da Polícia Militar irá aumentar muito a segurança, até a rodoviária, pois é notório o consumo de drogas e a prostituição nessa região”, afirma, acrescentando que o funcionamento da base deve ser de 24 horas.
Porém, o tenente-coronel do 18º BPM/I afirma que isso "é impossível", já que as bases comunitárias têm caráter de funcionamento diurno e não fazem esse tipo de ocorrência. “É um órgão que não funciona no período noturno e que serve como um ponto de conexão entre a PM e a população”, lembra Berardinelli.
O oficial destaca que, estatisticamente, o número de ocorrências na área "é insignificante". “Não temos tido denúncias no local. Apenas uma ou outra ocorrência de discussões entre os proprietários dos boxes [no Camelódromo] e poucos casos de furtos. E também não temos denúncia de usuários de drogas naquele ponto”, analisa.
Ele ainda pontua que, para o que é proposta uma base comunitária, a cidade já está completamente coberta. “Presidente Prudente já está dividida em sete pedaços e todos estes locais já estão protegidos pelas bases comunitárias existentes”, cita, frisando que não há uma demanda estatística e que não está nos planos da PM uma nova base comunitária na cidade.
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