Da Redação
Em 08/04/2010 às 13:40
A disposição inadequada do lixo urbano é um problema que afeta todo o planeta. Esse impasse ambiental pode começar a ser resolvido em Presidente Venceslau e municípios vizinhos a partir desta sexta-feira (9), quando uma organização não-governamental (ONG) de São Paulo vai apresentar ao prefeito Ernane Erbella e aos de outras 10 cidades um projeto de usina que transforma lixo em adubo e óleo combustível, e que ainda não foi implantada em nenhum local do Brasil.
Concebida como solução ambiental para o tratamento de resíduos sólidos urbanos, o Projeto BioUsina tem capacidade de processamento máximo de 8 toneladas de RSU/hora e processamento de 1 tonelada de massa orgânica/hora para a produção de bio-óleo negro. Ou seja, a usina transforma a maior parte do lixo urbano em subproduto para adubação e recomposição de áreas degradadas e, além disso, retira dessa massa final 40% de óleo combustível.
Isso se torna possível porque a usina utiliza uma metodologia baseada nos princípios da termodinâmica, transferência de calor e mecânica dos fluidos, visando atingir um nível ótimo de controle do processo e padronização dos procedimentos operacionais, ajustando a qualidade do produto final dentro das especificações exigidas pela legislação, de forma independente às equipes de operação.
De acordo com os organizadores do encontro, a grande vantagem da conversão térmica de sólido para líquido está na facilidade de armazenamento e transporte do bio-óleo preto. Esta tecnologia é utilizada há mais de 20 anos em outros setores da indústria e foi adaptada com inovações tecnológicas para a utilização de material orgânico originado do Projeto BioUsina, tendo como matéria prima resíduos sólidos urbanos. O processo é auto-sustentado quanto ao balanço térmico, pois se utiliza dos outros subprodutos como os finos de carvão e os gases
Serviço
A apresentação do projeto da BioUsina acontece nas dependências do Super Cine, situado na Rua Bernardino de Campos, 160, a partir das 9h.
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Portal Prudentino.
