Thiago Ferri
Em 21/07/2010 às 17:37
Ônibus da prefeitura de Sandovalina com 24 pessoas, entre funcionários públicos e vereadores, foi preso pela Polícia Federal quando voltava do Paraguai na noite dessa terça-feira (20). Um servidor municipal foi preso em flagrante por estar trazendo remédio ilegalmente, o restante foi liberado por deter a mercadoria dentro da cota permitida. Agora o delegado vai apurar a responsabilidade da prefeitura, que alega ter agido dentro da lei.
Conforme informações do setor de Comunicação da Polícia Federal (PF) em Presidente Prudente, estava ocorrendo uma investigação sobre a utilização de bem públicos quando uma equipe se deslocou a Sandovalina para executar a abordagem.
O funcionário público que portava cinco cartelas de Pramil, remédio para disfunção erétil proibido no Brasil, foi preso em flagrante por importação de medicamentos sem autorização da Anvisa e encaminhado à Cadeia Pública de Presidente Venceslau.
Segundo a PF, pelo fato de o remédio estar dentro do ônibus, o veículo também foi apreendido. O restante dos funcionários e vereadores (eram três) apresentou produtos dentro da cota permitida, por isso foram ouvidos e liberados junto com as mercadorias.
A Polícia Federal vai abrir inquérito para apurar a responsabilidade da prefeitura pelo uso do ônibus.
Segundo o assessor Jurídico do Executivo, Paulo Rogério Kuhn Pessoa, a administração municipal sabia qual era o destino do ônibus, mas não houve nenhuma irregularidade na cessão do veículo.
“Um grupo de funcionários solicitou o ônibus para executar uma excursão e recolheu o preço público, que é de R$ 1.163,00. Diante da legalidade do pedido, o prefeito [Marcos Roberto Sanfelici] autorizou. Não irregularidade nenhuma nisso, obedeceu aos procedimentos normais e não é crime ir para o Paraguai, tanto que todos os funcionários foram ouvidos e liberados com a mercadoria, porque estava tudo certo. Apenas um cometeu a besteira que trazer remédio. Não sei se ele não sabia, sei lá, mas a prefeitura não tem culpa disso”, afirma o advogado.
Para ele, houve cunho político na apreensão do ônibus. “Foi um denúncia política, com certeza. Tiveram a intenção de prejudicar a prefeitura”, diz.
O assessor Jurídico da prefeitura de Sandovalina ainda pontua que o prefeito “está tranqüilo” e vai aguardar os procedimentos da Polícia Federal. “Oficialmente só sabemos que o veículo foi apreendido, vamos esperar a instauração do inquérito e caso seja apontado desvio de finalidade do uso do ônibus, vamos instaurar um processo administrativo”, explica.
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