Maycon Morano
Em 09/06/2010 às 16:42
A proposta é de que se divulgue, através de informativos afixados nas escolas e também pela internet, o que é servido para os alunos. “Além do que eles comem, é bom que seja colocado também o valor calórico e o valor nutricional de cada alimento”, pontua o parlamentar.
Ele afirma que a intenção é acabar com a reclamação dos pais em torno da merenda escolar. “Esse é um assunto que sempre gerou muita polêmica. O pai ou a mãe reclama que seus filhos não têm uma alimentação de qualidade, que a comida é rala, enfim. Isso servirá para acabar com os boatos. Será um portal de transparência da alimentação”, cita Cola.
O artigo quarto do projeto destaca que “todas as vezes que ocorrerem mudanças no cardápio o mesmo deverá ser divulgado com 30 dias de antecedência.”
Porém, a chefe de setor de alimentação escolar em Venceslau, Lívia Rondó Peres, explica que é “difícil” uma previsão do cardápio com tanta antecedência. “Toda segunda-feira chegam os produtos, vêm frutas da época e sempre é uma variedade diferente. E tem o problema do fornecedor, que acontece de atrasar. Hoje [quarta-feira, 9], era para terem entregue o frango, mas não chegou. Então, amanhã [quinta-feira, 10], que deveria ser frango, as crianças provavelmente vão comer carne vermelha”, diz Lívia.
Ela lembra, ainda, que as escolas já possuem um cardápio que recebem com antecedência. “As merendeiras já têm lá na escola, mas como é papel, às vezes amassa, rasga, ou fica guardado na gaveta”, fala, ressaltando que ela, “pessoalmente”, também concorda com o projeto.
Merenda
Em Presidente Venceslau, a rede municipal atende seis creches e 15 escolas, sendo que, destas, quatro são de período integral, que, portanto, “recebem uma alimentação mais reforçada”, segundo Lívia.
No cardápio, os alunos são servidos de arroz, feijão, macarrão, fubá, frango, carne vermelha, salsicha, leite e frutas da época. “Por semana, de carne moída, são comprados de 320 a 350 quilos; carne em cubo, 300. Já de frango, são solicitados 400 quilos e 150, de salsicha. O arroz e feijão nós pedimos para quatro a cinco meses; o primeiro, cerca de 8 mil quilos e o segundo, 1.500”, informa.
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Portal Prudentino.
