Segunda-feira 1 de maio de 2018 | Presidente Prudente/SP

Pesquisa no HR aponta índice de gestantes que fazem teste de HIV

Da Redação

Em 25/03/2010 às 11:39

Uma pesquisa desenvolvida no Hospital Regional (HR) de Presidente Prudente, realizada pela Universidade do Oeste Paulista (Unoeste) em parceria com o Instituto Adolfo Lutz, aponta que das 16.424 gestantes atendidas no hospital, apenas 1.089 (6,6%) não realizaram o teste de HIV (imunodeficiência humana) durante o pré-natal. Este índice é menor que a média nacional, que é de 15%.

“No atendimento, as 1.089 grávidas sem teste prévio documentado foram submetidas a um teste rápido de HIV. Destas, 10 estavam contaminadas e receberam as medidas preventivas. Graças a estes cuidados, nenhum bebê foi contaminado”, explica o docente dos cursos de medicina e farmácia da Unoeste e orientador do estudo, Luiz Euribel Prestes Carneiro.

Ele lembra que a realização da triagem para a descoberta de possíveis doenças infecciosas na gestação é fundamental. “Durante o pré-natal, quando a gestante descobre que é portadora do vírus, ela pode ser tratada com antirretrovirais que diminuem acentuadamente a possibilidade de transmissão do HIV da mãe para o bebê. Além disso, outras medidas como a substituição do aleitamento materno por fórmulas, o planejamento do parto cesáreo e o tratamento profilático do recém-nascido com medicamentos que proporcionam uma queda da transmissão vertical [da mãe para o bebê]”.

Euribel conta que no Brasil e em várias regiões do mundo, os procedimentos preventivos diminuíram a transmissão vertical de 20% a 30% na década de 90, para cerca de 2% a 5% nos dias de hoje. “O levantamento epidemiológico no país é baixo. É essencial ter uma análise destes dados, pois a partir deles, é possível discutir soluções que melhorem a qualidade de vida da população”.

A pesquisa foi realizada durante a produção da monografia da aluna Marisa Amâncio, do curso de pós-graduação Lato Sensu em Análises Clínicas na Unoeste. O estudo contou ainda com a participação dos docentes da Faculdade de Medicina, Nadia de Araújo Miguel e Alexandre Portelinha, da bioquímica do Laboratório de Análises Clínicas da universidade, Eloah Lopes Ascêncio, e da farmacêutica bioquímica do Instituto Adolfo Lutz, Vera Lúcia Maria Alves Gonçalves.

O estudo intitulado Rapid HIV Diagnostic Test in Undocumented pregnant women applied at na inner-city teaching hospital (Teste de diagnóstico rápido de HIV em mulheres grávidas sem documentação prévia aplicada em um hospital de ensino da cidade) foi publicado recentemente na revista internacional Institute Medical Tropical of São Paulo (Instituto de Medicina Tropical de São Paulo). 

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