Segunda-feira 1 de maio de 2018 | Presidente Prudente/SP

Pirapozinho estuda projeto para coleta de óleo de cozinha usado

Da Redação

Em 03/04/2010 às 10:48

A prefeitura de Pirapozinho, em apoio com a Câmara de Vereadores, implantará em breve um programa que recolherá óleo de cozinha usado de casas, lanchonetes, restaurantes e afins. Quem doar o material receberá em troca um litro de óleo limpo para cada dois litros entregues.

 

Para decidir detalhes do programa, Executivo e Legislativo, junto com representantes da Divisão Municipal de Agricultura, Saúde, Sabesp, Bracol (antiga Braswey), destilarias da região, proprietários de supermercados e integrantes das empresas idealizadoras do projeto têm feito reuniões.

 

Numa delas ficou estabelecido que o programa será implantado, mas, de acordo com o vereador José Maria Berbet, responsável pela vinda dos representantes da empresa à cidade, ainda se faz necessário o apoio de mais comerciantes para que as coletas comecem.

 

Conforme explicado, o óleo será entregue em supermercados parceiros, que armazenarão o material para que a empresa Óleo & Óleo o retire e leve-o para a usina Brasbiodiesel, que o utilizará como matéria prima para a produção de biocombustível. Como o óleo não será manuseado nos mercados, a empresa ainda retirará de circulação sacolas plásticas e garrafas pets, já que o material normalmente é entregue desta forma.

 

À prefeitura, cabe o apoio e o desenvolvimento de projetos para conscientização da população, como nas escolas, para que as crianças levem as informações da importância do destino certo do óleo doméstico para as mães. Os agentes comunitários de Saúde também serão parceiros no incentivo à população e entregarão funis e panfletos em cada casa.

 

“É um projeto inovador, que ajudará os moradores a não jogarem o óleo nos ralos, depositando-o nos esgotos e, conseqüentemente, nos rios”, afirma o prefeito Marcos Brambilla.

 

O objetivo do programa, além do apontado pelo prefeito, é retirar de circulação o óleo, que acaba destinado a funções erradas, como sabão e ração caseira. “Esse sabão é altamente poluente e possui em sua fórmula soda cáustica, que vai parar nos rios e diminui o índice de DBO [Demanda Bioquímica de Oxigênio]. Na ração, as pessoas misturam o óleo com resto de comida e dão aos porcos. Essa gordura saturada acaba voltando para nós, quando consumimos carne”, afirma o diretor executivo da empresa, Eduardo Pacheco Calissi.

 

De acordo com a gestora de comunicação e marketing da usina, Any Merthô, o principal foco é o meio ambiente. “É mais vantajoso para a população do que para a empresa, já que a quantidade de óleo recolhido não é significativa como o número de litros de biodiesel produzidos”, ressaltou.

 

Para o proprietário de um supermercado da cidade, Jorge Koike, é importante o apoio da empresa e da Bracol para que o óleo não ocupe muito espaço de seu comércio. “É um trabalho de parceria. E quero conhecer este projeto de perto, não pelo lucro, que provavelmente não ocorrerá, mas sim pela responsabilidade ambiental”, garante.

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