Da Redação
Em 27/05/2010 às 18:11
O Centro de Controle de Endemias de Pirapozinho registrou o menor índice larvário do mosquito Aedes aegypti desde o começo do ano: 1,24. A taxa, conhecida como Índice Breteau, se refere à quantidade de larvas encontrada por criadouro e diz respeito ao levantamento feito para este segundo trimestre de 2010.
No final de 2009, o índice chegou a 4,54 e, nos primeiros três meses deste ano, a 3,53. Apesar da Organização Mundial de Saúde (OMS) considerar o índice maior que 1 como risco à saúde pública, o coordenador do departamento acredita que o número alcançado é satisfatório.
“Alcançar este número estabelecido pela organização é muito difícil, pois ainda falta o apoio de toda população para combatermos o mosquito, mas estamos satisfeitos com o índice que registramos; significa que está mais difícil contrair dengue em nossa cidade”, diz o coordenador Antônio de Souza.
Em 2010, Pirapozinho registrou o maior número de casos da doença autóctones. Em janeiro, dos três casos suspeitos, nenhum foi confirmado, mas em fevereiro, de acordo com a Divisão Municipal de Saúde, foram cinco casos confirmados na cidade, contra sete suspeitos. Em março, o número de casos suspeitos subiu para 20, contra seis confirmados. No mês seguinte, três confirmados e cinco suspeitos. Neste mês, até esta quinta-feira (27), a cidade registrou um caso positivo e quatro pessoas ainda esperam o resultado dos exames.
A queda, para Souza, deve continuar devido à estiagem característica nesta época do ano e aos trabalhos realizados pela administração municipal. “Fizemos a limpeza dos terrenos baldios públicos e privados, promovemos campanhas educativas para conscientizar a população e depois realizamos um mutirão contra a dengue. Outro fator que com certeza colaborou foi a criação do Ecoponto de pneus inservíveis, que deu destino certo aos pneus que antes eram deixados em qualquer lugar”, enumera.
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