Paulo Fernandes
Em 06/01/2010 às 14:33
Em dezembro do ano passado a Concessionária Auto Raposo Tavares (Cart), administradora da rodovia, inaugurou sete novas praças de pedágio para operar no trecho composto por 444 quilômetros que vai de Presidente Epitácio a Bauru. Somando-se, assim, um total de nove praças com as duas que já existem em Caiuá e Presidente Bernardes. Com a cobrança, a viajem pela rodovia fica cinco vezes mais cara para os motoristas da região.
Segundo o presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Carga e Logística de Presidente Prudente e Região, Antonio Carlos Fernandes, as novas taxas representam um acréscimo de 44% na conta de pedágio das transportadoras que atuam na região. Para suprir os custos, de acordo com ele, um reajuste de 3,5% será realizado ainda em janeiro. Além deste, Fernandes afirma que o consumidor irá arcar com a taxa anual de despesas aplicada pela Agência Nacional de Transportes e Cargos (ANTC)
“Esse valor sobre os pedágios será inserido somente nos trechos de São Paulo a Presidente Epitácio, incluindo Presidente Prudente e as cidades da região. Precisamos balancear os custos. Por isso, o aumento reflete direto no consumidor, que ainda vai receber outro reajuste, o anual da ANT, que deve ser aplicado em fevereiro ou março deste ano”, conta.
A necessidade dos reajustes foi confirmada pelas empresas da região. Conforme o gerente administrativo da Transportadora Risso, Gustavo Ereno, a tarifa será inserida no valor do frete imediatamente. “No ano de 2010 parece que tudo será um pouco mais caro. O valor dos pneus subiu, o óleo, o lubrificante. E ainda com a nova taxa nos pedágios, consequentemente o valor será revertido para o nosso cliente”, comenta.
O mesmo diz a Transportadora Rodonaves. De acordo com a representante da empresa na região, Vanessa Cristina Marino, a decisão dos valores será feita pela matriz em Ribeirão Preto, mas a empresa já calcula que os custos de operação estão mais elevados.
“Sabemos da necessidade do reajuste, estamos esperando a decisão dos preços da nossa matriz. Acredito que iremos operar com as duas novas taxas a partir de fevereiro”, ressalta ela.
O Portal entrevistou o economista Walter Dallari para saber quais os reflexos que esta realidade traz diretamente ao consumidor. Segundo ele, ainda é cedo para avaliar as consequências, no entanto é evidente que haverá um aumento nos alimentos e varejos.
“Nossa região consome alimentos da Capital e também do Mato Grosso. O trecho para o transporte é único, por isso, com certeza deve ter um aumento nos próximos meses. O mesmo se reflete aos produtos de varejo. Como as cobranças estão no início, ainda é cedo para calcular o quanto vai custar ao consumidor”, explica ele.
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