Segunda-feira 1 de maio de 2018 | Presidente Prudente/SP

PP aplica mil doses de vacina contra gripe A; especialista fala sobre reações

Paulo Fernandes

Em 12/03/2010 às 11:29

Após três dias de vacinação para imunizar funcionários da área de saúde contra a influenza A (H1N1), conhecida como gripe suína, 1.000 doses foram aplicadas em Presidente Prudente, segundo a Vigilância Epidemiológica Municipal (VEM). O infectologista José Wilson Zangirolami informa sobre alguns efeitos colaterais da vacina e descarta a síndrome de Guillain Barré.

A quantidade de doses aplicadas no município foi computada de segunda-feira (8), quando começou a imunização, até quarta-feira, quando saiu o primeiro relatório. O volume é considerado “positivo” pela a coordenadora da VEM, Vânia Maria Alves. “Ainda temos até o dia 19 para realizar a vacina em todos os profissionais da área da saúde, que trabalham no atendimento à pandemia”, afirma ela, enfatizando que muitos profissionais ainda devem ser imunizados.

Na Santa Casa de Misericórdia de Presidente Prudente, 480 doses foram solicitadas, das quais 400 já foram aplicadas até esta sexta-feira (12), conforme o gerente administrativo do hospital, José Roberto Gárcia. Ele diz que mais doses estão sendo pleiteadas. “A aceitação à imunização esta sendo boa. Ao todo, temos cerca de 700 funcionários para vacinar.”

A enfermeira-chefe do hospital e maternidade Morumbi informa que ainda não imunizaram os funcionários porque não haviam solicitado as doses. A expectativa é que as vacinas cheguem na próxima semana. “Estamos pedindo 40 doses. Acredito que virá junto das 3 mil solicitadas pela Vigilância”, diz. 

É o mesmo caso do Hospital Iamada, que pediu de 400 a 500 doses nesse segundo lote, conforme sua gerente de serviços de saúde, Ivete Maria Assef Fernandes.

Já o Hospital e Maternidade Nossa Senhora das Graças recebeu 160 doses. Entretanto, segundo o técnico de segurança no trabalho Aparecido de Souza Pinto, o relatório de controle ainda não foi expedito. “Não temos equipe de vacinação, portanto, quem realizou a aplicação aqui foram os profissionais da Secretaria Municipal de Saúde. Ainda estamos levantando os resultados”, cita ele.

Efeitos colaterais

Sobre a vacina provocar a síndrome de Guillain Barré, um efeito colateral cogitado no início dos testes ano passado, o infectologista prudentino José Wilson Zangirolami explica que inúmeras vacinas já foram “erroneamente, relacionadas com a dita síndrome” no passado e em teste atuais, inclusive em uma vacina para a gripe na década de 1970.

Quanto à atual vacina para imunizar o vírus influenza A (H1N1), o especialista informa que muitas experiências na Europa e nos Estados Unidos foram feitas e não foi detectado este risco. “Isto quer dizer que, embora tenha acontecido alguns casos de Guillain Barré entre os vacinados, este número foi proporcionalmente semelhante aos casos entre a população não vacinada”, salienta.

O especialista ainda explica que “a síndrome é um quadro neurológico caracterizado por perda das forças musculares que se inicia sem aviso prévio e progride de forma ascendente, como nas pernas, depois nos braços e em situações externas comprometendo até a respiração.”

No entanto, Zangirolami diz que a vacina atual pode gerar efeitos adversos mais leves, comuns em qualquer tipo de vacina, como dor local, febre baixa e desconforto, “mas não há relatos de eventos mais graves, segundo o Ministério da Saúde”.

“O que sempre é recomendado é tomar qualquer tipo de vacina com um profissional da saúde e especialista em vacinação. No caso de qualquer reação inusitada, procurar o médico”, ressalta.

Grupos de risco

Quanto aos grupos contemplados pela vacina, o infectologista informa que, por falta de doses suficientes e estrutura logística disponível para imunizar toda a população, o Ministério da Saúde teria concentrado os esforços para vacinação em pessoas com maior risco de morte pela nova gripe, baseado na experiência do ano passado.

“Ainda que a população não vacinada possa contrair a gripe A neste inverno, sabe-se que nesta população a gravidade da doença e o risco de morte são menores”, comenta.

Compartilhe
Notícias Relacionadas

Telefone: 18-98122 7428

© Portal Prudentino - Todos os direitos reservados.