Da Redação
Em 17/06/2010 às 13:52
Em reunião realizada na tarde dessa quarta-feira (16) com representantes da Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo (Prodesp) que estiveram no município para tratar da unidade do Poupatempo da cidade, o prefeito Milton Carlos de Mello (Tupã) anunciou que o antigo prédio do Armazém do Expurgo, localizado em frente à rodoviária, deverá ser demolido para a instalação do programa de atendimento ao cidadão, prevista para funcionar ainda este ano no município.
O prédio, segundo o prefeito, está praticamente com toda sua estrutura comprometida, por isso grande parte precisará ser refeita.
A área destinada para instalação do Poupatempo é de 2 mil metros quadrados. O investimento previsto pelo governo do Estado é de R$ 30 milhões, a serem aplicados gradativamente em cinco anos. A unidade oferecerá serviços públicos presenciais, como emissões de carteiras de identidade e de trabalho, atestado de antecedentes criminais e segunda via da carteira de motorista.
Em Prudente, depois de idealizado, é previsto que o Poupatempo preste diariamente cerca de 2.700 atendimentos, o que representa quase 60 mil atendimentos mensais. “Por meio do Balcão de Empregos da Sedepp, 100 pessoas serão contratadas efetivamente para trabalhem na unidade prudentina. Quando anunciamos isso, cerca de 1,8 mil pessoas deixaram currículo no Balcão. Agora, o pessoal do Estado fará uma triagem destes currículos para contratação daqueles que de fato vão trabalhar na unidade”, ressalta o secretário de Desenvilvimento Econõmico (Sedepp) Carlos Dias.
Para ele, o Poupatempo agilizará, sobretudo, a emissão de documentos, bem como possibilitará a centralização de órgãos estaduais já existentes no município em um único espaço. “Sua vinda já era um anseio da população há muito tempo. Outras cidades já possuem o Poupatempo. Prudente não poderia ficar de fora”, cita.
Entenda o caso
Em setembro do ano passado, a licitação para a implantação do programa na cidade foi impugnada, por determinação do Tribunal de Contas do Estado (TCE) acatando o pedido do advogado Samuel Sakamoto, prudentino e representando uma empresa de Marília, alegando irregularidades no edital.
O pregão foi remarcado para ser realizado no último dia 30 de março, mas Sakamoto alegou que ocorria novamente o mesmo problema que no primeiro edital.
Daí, outro despacho do TCE, assinado pelo conselheiro relator Renato Martins Costa, publicado no Diário Oficial do Estado, impugnou o reinício da licitação.
Após fazer o exame prévio do edital no último dia 7 de abril, o TCE aprovou a modalidade de licitação por pregão, o que permitiu a continuidade do processo licitatório.
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