Da Redação
Em 09/11/2009 às 17:44
A Universidade do Oeste Paulista (Unoeste) foi convidada pelo Ministério da Saúde para participar do Levantamento Epidemiológico das Condições de Saúde Bucal da População Brasileira (SB Brasil 2010). A pesquisa utilizará a metodologia da 4ª edição da Organização Mundial de Saúde (OMS) e tem o intuito de verificar tendências, planejar e avaliar os serviços na área.
O estudo, que tem previsão de término em junho do ano que vem, será desenvolvido no município de Presidente Epitácio, único sorteado da região. A professora Luciane Regina Gava Gomes, representando a Unoeste, e o também docente Adilson de Oliveira, como representante do Departamento Regional de Saúde (DRS/11), serão instrutores para a calibração e supervisão dos trabalhos das equipes do município. “Estão previstas três equipes, que serão compostas por cirurgião dentista, no papel de examinador, e agente em Saúde Bucal, como anotador. Esta equipe será designada pelo coordenador de saúde bucal do município”, explica Oliveira.
No final de outubro foi feita a primeira reunião na cidade de São Paulo, com a presença de profissionais das cidades sorteadas no Estado. “Neste primeiro encontro, foi mostrado aos presentes a metodologia que deverá ser utilizada na pesquisa. A próxima reunião deverá acontecer ainda em novembro”, conta a professora Luciane.
A docente comenta ainda sobre a importância de participar da pesquisa. “Além de conhecer de perto as condições da saúde bucal dos brasileiros, é uma oportunidade de participar do maior levantamento do ramo no País”, cita.
Oliveira destaca que a Unoeste está entre as poucas instituições particulares escolhidas, sendo essa a chance de colocar os acadêmicos em contato com a saúde pública, o que resulta em um aprendizado de qualidade e com maior visão sobre a epidemiologia em saúde bucal. “Nossos alunos poderão ser anotadores e atuar integrados às equipes, o que vai gerar um conhecimento muito bom para a carreira profissional”.
O professor conta que a pesquisa trará uma novidade, pois está previsto o levantamento sobre a dor de origem dental, pesquisas sobre o traumatismo dentário e condição socioeconômica, utilização de serviços odontológicos e autopercepção de saúde bucal, estudos que não foram desenvolvidos nos outros anos da pesquisa (1986, 1996 e 2003).
Ele conta também que o projeto poderá ser estendido para os outros municípios. “Só é preciso que haja interesse e investimento e que seja utilizada a metodologia da 4ª edição da Organização Mundial de Saúde”, finaliza ele. (Com assessoria de imprensa)
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