Segunda-feira 1 de maio de 2018 | Presidente Prudente/SP

Prudente inicia implantação de 'genérico' do Samu

Carlos Hideki

Em 20/07/2010 às 11:58

A Prefeitura de Presidente Prudente entregou na manhã desta terça-feira (20) quatro novas ambulâncias à Secretaria Municipal de Saúde. Um dos serviços móveis é composto por uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), como ocorre no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), e os outros três servirão para o transporte de pacientes. A Vigilância Sanitária também recebeu três veículos para os serviços de fiscalização.

De acordo com secretário de Saúde, Sérgio Luiz Cordeiro de Andrade, a implantação do Samu em Presidente Prudente seria inviável porque geraria um gasto de cerca de R$ 1 milhão por ano em sua manutenção. “O Same [Serviço de Atendimento Móvel de Emergência] é um sistema paralelo, com o mesmo tipo de atendimento e menos custo. O Samu é uma grife, então fizemos o genérico”, afirma.

Todas as ambulâncias contarão com uma equipe de paramédicos e enfermeiros capacitados para realizar o atendimento dos pacientes antes de chegar ao hospital. “Muda a filosofia do atendimento, que começa com a intervenção médica ainda na residência do paciente”, explica Cordeiro.

“Se os paramédicos chegarem à residência de um paciente e acharem que precisa de um médico no local, é solicitado via rádio e o Same, que tem a UTI móvel, levará o atendimento necessário”, fala o secretário. Segundo ele, o veículo ficará estacionado no Pronto Atendimento do Conjunto Habitacional Ana Jacinta.

Essa ambulância foi a primeira de outras unidades da modalidade Same que serão instaladas na cidade, conforme Cordeiro. "Devemos ter entre seis e oito ambulâncias dessas", cita ele.

Com ambulâncias novas, o gasto na manutenção deve cair, pontua o secretário. “De janeiro a julho de 2010 foi gasto aproximadamente R$ 130 mil de manutenção em quatro veículos que temos”, explica.

O prefeito Milton Carlos de Mello (Tupã) lembrou que existe uma emenda dos deputados estaduais da região para receber sete novos veículos que está emperrada. “O Estado ainda não repassou as ambulâncias e o município teve que comprar com recursos próprios”, comenta. 

Segundo Tupã, antes da aquisição, o município possuía oito veículos que faziam apenas o transporte de passageiros e foi gasto cerca de R$ 500 mil na compra das quatro novas ambulâncias, além de duas Kombis e um veículo para a Vigilância Sanitária. “Uma parte foi de recurso federal, mas a maior parte foi de recurso municipal”, afirma.

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