Thiago Ferri
Em 12/02/2010 às 08:55
Aproveitando a visita do ministro das Relações Institucionais Alexandre Padilha para a inauguração das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em Presidente Prudente – que aplicou R$ 60 milhões na recuperação de 12,2 km de fundo de vale –, o prefeito Milton Carlos de Mello (Tupã) solicitou que a cidade seja' incluída na segunda etapa do projeto, o chamado PAC II, com a liberação de mais R$ 49,7 milhões para canalização de 1,5 km de fundo de vale no antigo Córrego do Veado. O prefeito ainda cobrou as unidades do programa “Minha Casa, Minha Vida”.
Substituindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que era esperado para a inauguração, mas cancelou o compromisso essa semana, Padilha desembarcou em Presidente Prudente com quase uma hora de atraso e esteve acompanhado do diretor de Desenvolvimento Institucional do Ministério das Cidades, Elcione Diniz Macedo, e da superintendente nacional de assistência técnica e desenvolvimento sustentável da Caixa Econômica Federal, Márcia Kumer. Do aeroporto, eles foram direto para o Jardim Cambuí, onde o trecho que totaliza 12,2 km (somados) de canalização de fundos vale, com verba do PAC, foi inaugurado. Depois se reuniram com prefeitos da região, no mesmo local, numa tenda climatizada.
No seu discurso, Padilha confirmou que Prudente tem todas as condições de participar do PAC II, mas deve se atentar para os prazos. “Claro que Presidente Prudente pode e deve participar da segunda etapa do PAC, mas para isso o prefeito e sua equipe têm a missão de preparar e enviar os projetos até março”, disse.
A verba de R$ 49,7 milhões seria empregada na canalização da última grande extensão de fundo de vale existente na área urbana de Prudente. São cerca de 1,5 km do trecho final do antigo Córrego do Veado, que vai da ponte sobre a Avenida JK, na divisa do Servantes e Jequitibás, até a Rodovia Raposo Tavares, na altura do campus II da Unoeste, em área limítrofe entre Prudente e Álvares Machado.
Minha Casa, Minha Vida
Na estada do ministro, Tupã e o vice-prefeito Marcos Vinha também aproveitaram para reafirmar o pedido da liberação de recursos para a construção de 2.368 casas populares na zona norte da cidade, através do programa “Minha Casa, Minha Vida”, para o qual a Prefeitura já tem a área disponível.
Entretanto, no último dia 15 de janeiro o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE) suspendeu liminarmente a sessão pública de abertura dos envelopes para escolher a empresa que faria o projeto e construiria as 2.368 casas populares em Prudente. Uma das empresas licitantes, Indusbank Marília Engenharia Comércio Ltda., representada pelo advogado Samuel Sakamoto, alegou supostas irregularidades no edital da Prefeitura e solicitou o exame prévio do edital pelo Tribunal de Contas.
Inclusive, o secretário de Planejamento Laércio Alcântara chegou a declarar ao Portal que, com esse imbróglio, temia a perda das unidades, já que atrasou o cronograma do programa. Somente depois da licitação é que a Caixa Econômica Federal (CEF) avaliará o projeto apresentado e liberará os recursos, estimados em R$ 8 milhões para as casas.
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Portal Prudentino.
