Segunda-feira 1 de maio de 2018 | Presidente Prudente/SP

Quadro de filiação mostra conservadorismo, diz especialista

Maycon Morano

Em 17/07/2010 às 11:38

Com o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) na frente do quadro de filiações a partidos políticos em Presidente Prudente, a capital regional mostra-se uma cidade conservadora, afirma o mestre em Ciências Políticas pela Universidade de São Paulo (USP), doutor José Carlos Martines Belieiro Junior.

Tal situação é evidenciada pela sequência dos outros três partidos, que são o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e o Partido Democrático Trabalhista (PDT), respectivamente.

“Isso demonstra que a cidade ainda tem traços muito fortes de conservadorismo. É uma cidade que ainda não se industrializou como as de Bauru, São José do Rio Preto, Araraquara e outras cidades do mesmo porte, no interior”, pontua Belieiro, que é natural de Santo Anastácio, mas está radicado em Santa Maria (RS), onde é professor do Departamento de Ciências Políticas da Universidade Federal (UFSM).

Ele comenta o fato de o PMDB ter a maior quantidade de militantes filiados ao partido na cidade. “O PMDB tem uma forte penetração no interior mesmo, além de que já teve vários deputados eleitos pela região”, explica.

“A ausência do PT [Partido dos Trabalhadores] também evidencia o conservadorismo de Presidente Prudente, já que a presença marcante dele, como se vê em São Paulo [Capital], indica que a cidade tem características progressistas”, expõe Belieiro. O PT possui 891 filiados, com 7% do total local, na quinta colocação.

Filiação

O professor coloca, também, a importância da filiação partidária para as eleições. “O filiado é um eleitor mais informado que os comuns. Ele recebe informativos em casa, participa de reuniões políticas e tem orientação de seu partido na hora do voto”, diz o professor.

“Além disso, ele é socializado politicamente. Recebe visitas dos candidatos em casa para que estes exponham suas ideias para ele e sua família. Aquele que é filiado tem um certo aspecto de ideias que são importantes na hora do voto”, pontua Belieiro.

Obrigatoriedade

O professor é enfático quando o assunto é voto facultativo: “Tem que ser obrigatório mesmo”, afirma. “Hoje o brasileiro não vê relação sua com o partido fora das eleições. Ele reclama que não é procurado além desta época, mas também não procura se inteirar sobre a política”, explica.

“Enquanto as pessoas votarem sem pensar, sem se lembrar de quem votou um mês depois das eleições, o voto tem que ser obrigatório sim. As pessoas precisam saber que o voto vai influenciar a sua vida para começar a pensar na frente da urna”, acrescenta o professor Belieiro.

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