Segunda-feira 1 de maio de 2018 | Presidente Prudente/SP

Saúde lembra Dia Mundial de Luta contra a Hanseníase

Da Redação

Em 28/01/2010 às 10:07

Para enfatizar a representatividade do dia 31 de janeiro, próximo domingo, quando é lembrado o Dia Mundial de Luta Contra a Hanseníase, a Secretaria Municipal de Saúde de Presidente Prudente faz mobilização durante esta semana nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), com a fixação de cartazes e distribuição de panfletos explicativos, no intuito de alertar a população quanto à doença.

Conforme a enfermeira da Vigilância Epidemiológica Municipal (VEM), Vânia Domingos, o objetivo é esclarecer os sintomas da doença infecciosa causada por um micróbio chamado bacilo de Hansen, que ataca normalmente a pele, os olhos e os nervos.

De acordo com ela, a campanha de mobilização é intensificada desde a última segunda-feira (25) nas UBSs e demais departamentos de saúde, mas começou desde o início do mês, inclusive com a distribuição de cartazes no presídio de Montalvão, para alertar funcionários, presidiários e visitantes. “Esta semana cartazes estão sendo fixados nas UBSs, prédios escolares, no interior de ônibus de linha urbana e em algumas repartições públicas”, enumera Vânia.

No panfleto que é distribuído, há alertas sobre como tem início e é transmitida a doença, bem como seus primeiros sinais, que são: manchas na pele que não doem, incomodam e nem coçam, dormência, formigamento, mancha com quedas de pêlos, entre outros. O folder, que dá dicas ainda do que podemos fazer para eliminar a doença, também enfatiza que se a hanseníase não for tratada na fase inicial, pode evoluir para não-contagiante e contagiante. 

“Hanseníase não contagiante é caracterizada por manchas avermelhadas, bem delimitadas, com sensibilidade diminuída e que aparecem mais nos braços, pernas nádegas e rosto. Esta forma não passa de uma pessoa para outra. Na hanseníase contagiante o doente apresenta manchas avermelhadas, vinhosas ou acastanhadas, mal delimitadas em qualquer parte do corpo. Pode ainda aparecer nódulos, caroços, queda de pêlos das sobrancelhas e inchaços no rosto e orelhas. Esse doente, sem tratamento, passa a doença para outra pessoa”, consta no panfleto.

“É importante esse trabalho porque a doença existe. E quanto antes for feito o diagnóstico e iniciado o tratamento, que inclusive é disponibilizado gratuitamente pelo SUS [Sistema Único de Saúde], maiores as chances de cura. Esse é o nosso propósito. Atentar a população quanto aos sintomas para um tratamento mais rápido possível”, afirma Vânia.

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