Segunda-feira 1 de maio de 2018 | Presidente Prudente/SP

Sebos de Prudente se adaptam para resistir à internet

Paulo Fernandes

Em 04/01/2010 às 18:04

As compras pela internet tornaram-se fáceis e ágeis, algumas vezes até mais baratas. Para sobreviver à era da tecnologia, os sebos de Presidente Prudente estão se adaptando, o uso do cartão de crédito, por exemplo, já se tornou comum e, além disso, atualmente está em período experimental a venda de livros pela própria rede mundial de computadores. Os proprietários dos sebos vêem pontos positivos e negativos sobre o advento da web.

Há sete anos a dona do Sebo Prudente, Maria José da Silva, trabalha para manter seus clientes. Segundo ela, com a chegada da internet os preços dos livros e de CD’s ficaram mais baixos, o que obrigou a diminuir o valor revendido.

“Essa foi nossa primeira mudança. Em alguns sites os livros custam R$ 10 reais, CD’s quase ninguém compra mais, as músicas são baixadas. Então tive que diminuir o preço e reduzir a margem de lucro, que para nós já é mínima. Nossa última adaptação foi a instalação do cartão de crédito. Estou tentando me aproximar cada vez mais das facilidades que a internet fornece”, explica ela.

Entretanto, Maria avalia o lado positivo da internet em relação ao sebo. Conforme a empresaria, muitos leitores ainda procuram o sebo em busca de autores diferentes dos que são divulgados pela mídia. De acordo com ela, a internet ainda é utilizada pela empresa para acompanhar o mercado e a variação de preços dos produtos novos.

“Ainda existem leitores a procura de bons autores esquecidos e eles vêm aqui folhear os livros, pedir opinião e até indicação. Eu mesmo uso a internet para ver lançamentos e preços, assim posso tentar me equilibrar no mercado”, afirma ela.

Para o proprietário do Sedo Alexandrina, Renato Campozan Belaz, há público específico para os dois lados. Ele diz que, em geral, o cliente pesquisa o preço do livro pela internet e soma com o frete, e compara com o valor do mesmo produto no sebo ou livraria local. “Às vezes a compra pela web não é tão compensadora”, cita.

“Alguns fretes custam R$ 5 reais e aqui eu tenho livros deste valor. Há leitores que pesquisam e percebem que às vezes compensa comprar nas localidades do que online. Acredito que a internet tenha dificultado pelo fato de restringir os públicos e facilitado por ser uma ferramenta que até nós podemos usar”, comenta.

Conforme Belaz, sua empresa não sofreu grandes mudanças com a era virtual. Porém, ele já pensa em utilizar a internet como benefício para os negócios. “Estou com um projeto em fase experimental de realizar vendas de livros sebo pela internet. Já tentei, mas preciso ainda fazer algumas adaptações”, ressalta ele.

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