Segunda-feira 1 de maio de 2018 | Presidente Prudente/SP

Sem acordo, MTE retoma greve em Prudente

Paulo Fernandes

Em 06/05/2010 às 14:21

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) de Presidente Prudente está novamente paralisado após não conseguir acordo com o governo federal. O movimento de greve iniciou nessa quarta-feira (5) e segue por tempo indeterminado. Por conta da paralisação, ficam suspensos os serviços de emissão de carteiras de trabalho, atendimento ao seguro desemprego, homologações de rescisões de contrato de trabalho, protocolos de processos e documentos.

 

Em todo o Estado de São Paulo, servidores do MTE estão em greve desde o último dia 12 de abril. Em dezembro do ano passado os serviços ficaram paralisados por 40 dias, em busca de negociação para as reivindicações.  

 

Segundo a chefe do setor de relações do trabalho da gerência regional em Prudente, Silvana Vianna Passarello, o compromisso firmado com o governo foi discutir um plano de carreira específico para o setor, seguindo um calendário de reuniões que terminaria em 22 de fevereiro deste ano.

 

“O governo estendeu os encontros até março. Após várias reuniões sem proposta, recebemos a notícia no dia 29 de março, por meio do Ministério do Planejamento, que não haveria mais negociação. Foi a gota d’água para decidirmos pela retomada da greve”, afirma ela.

 

A categoria permanece com as mesmas reivindicações, sendo implantação imediata do plano de carreira específico dos servidores do MTE, regulamentação da jornada de trabalho de 30 horas, estabelecendo dois turnos de 6 horas diárias para ampliar o horário de atendimento à população, melhorias das condições de trabalho, política de treinamento e capacitação permanente, ampliação das vagas do órgão com contratação dos remanescentes do último concurso e paridade salarial entre ativos, aposentados e pensionistas.

 

“A retomada da greve foi aprovada em assembleia estadual, em virtude da total frustração da negociação por parte do governo”, pontua a chefe do setor de relações do trabalho.

 

“Pedimos desculpas à população pelo não atendimento dos nossos serviços. No entanto, deixamos claro que o movimento se dá exclusivamente por responsabilidade do governo, já que os servidores foram vítimas de uma simulação pelo Ministério do Planejamento”, ressalta Silvana.

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