Paulo Fernandes
Em 08/03/2010 às 14:18
A partir desta terça-feira (9), os professores da rede estadual de ensino estram de greve, conforme anuncia o Sindicato dos Professores de Ensino Ofical do Estado de São Paulo (Apeoesp). O motivo seria a falta de negociação com governo do Estado em relação às reivindicações da categoria para a data-base. Na região de Presidente Prudente, o sindicato visita as cerca de 80 escolas estaduais nesta segunda-feira (8) para justificar aos pais e alunos a paralisação, que pode se estender até o fim da semana.
Conforme o diretor regional da Apeosp, Alberto Bruschi, a região tem 80 escolas estaduais e cerca de 45 mil alunos. No entanto, ele não soube estimar a quantidade de professores que vão paralisar nessa terça.
Bruschi diz que o governo de São Paulo não estaria atendendo as necessidades básicas para que o professor possa trabalhar normalmente. “A greve vai se concretizar a partir dessa terça. Hoje vamos avisar os pais e os alunos nas escolas. Faz aproximademente 14 anos que não temos um reajuste salarial. Já tentamos abrir novamente as negociações, mas não tivemos respostas. O que esperamos é a boa vontade do governo”, afirma Bruschi.
Na próxima quinta-feira (11), será realizada uma assembléia às 13h, na sede da Apeoesp, em Prudente, para que os professores possam avaliar a realidade da região. No mesmo dia, sairá uma caranava de Prudente rumo a São Paulo, para a realização de outra assembléia na sexta-feira (12), às 14h, na qual será feita uma carreata pela Avenida Paulista até a Secretaria Estadual de Educação.
“A medida é somente relativa às reivindicações”, diz Bruschi, quando questionado se o ano de eleição influencia na movimentação. De acordo com ele, há tempos que a categoria procura negociar com o governo do Estado.
“Nunca fomos tão humilhados como estamos sendo no governo Serra. Desde o início de 2009 estamos pedindo uma conversa para negociar e nunca somos atendidos. Já haviamos avisado que 2010 começaria sem aulas”, comenta o diretor regional da Apeoesp.
Na última sexta-feira (5), uma paralisação foi realizada com o objetivo de tentar negociar com o governo. Após uma reunião na Praça da República, em São Paulo, a greve foi consolidada entres os professores.
“Estamos pedindo, entre outras reivindicações, um reajuste de 34,3%, o fim da prova para admitir professores em caráter temporário, mais o fim da prova de mérito, dando um reajuste claro à categoria e aos professores aposentados. Caso a carreata não resolva, outras medidas serão estudadas e a greve se estenderá”, informa Bruschi.
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